Tomei a liberdade de republicar na íntegra uma matéria do Sr. Ricardo Meni, mesmo sem sua autorização, por acreditar que a mesma espelha a visão de muitos de nós , amantes do futebol de mesa, para que alguns de visão egoística não destruam aquilo que é de melhor no botão, o companheirismo...
Muito bem Ricardo, escreveste de maneira muito clara o que considero que seja a ética do futebol de mesa. Parabens.
Me desculpe , Ricardo Meni, por não ter te pedido autorização.
Como o Futebol de Mesa pode ser melhor?
Muitas vezes fico refletindo sobre em como melhorar o atual futebol de mesa, sabendo é claro, que eu pouco, ou, quase nada, posso fazer. Mas sabe como é...
...tudo o que amamos muito queremos que seja cada vez melhor.
Em tudo o que se produz; que se cria ou que se constrói, sempre haverá a
mão do homem em cada processo. É claro que hoje em dia as máquinas
estão tomando conta dos lugares que antes pertenciam somente às pessoas.
Espero que isto nunca aconteça com o futebol de mesa...
O que quero dizer é que o futebol de mesa tem uma única chance de ser
melhor. Quando as pessoas envolvidas com ele forem melhores, então, o
que se verá, será um esporte, ou, hobby, que atrairá um número ainda
maior de apreciadores.
Obviamente que existem pessoas extraordinárias escondidas por detrás de
seus maravilhosos botões. Jamais deixaria de reconhecer isto.
Pessoalmente, tenho conhecido pessoas especiais e que se tornaram
grandes amigos. Sem dúvida essa foi a maior de todas as recompensas que
já obtive no futebol de mesa, além é claro, de poder compartilhar aqui
as minha idéias sobre este maravilhoso jogo.
O que me incomoda de fato são as atitudes de alguns botonistas, que
levam as disputas com tanta seriedade, que se for preciso optar entre
manter uma amizade, ou, uma medalha, preferem ficar com a medalha.
Pode ser que isto não seja novidade para você caro leitor. E se for
assim mesmo, é porque você também já viu ou vê as mesmas cenas
desagradáveis, nos salões ou garagens onde se pratica o nobre futebol de
mesa.
Não tenho muito tempo de palheta propriamente dito. Porém, o pouco que
já experimentei até aqui, sobretudo nos momentos em que alguém perdeu
compostura no jogo, me assustaram e me levaram a escrever essa matéria.
Presenciei atitudes como: Palavras torpes, agressividades,
irritabilidade extrema, desprezo quanto ao adversário que está do outro
lado da mesa, ameaças de abandonar a partida, prática do antijogo e por
aí vai... Acho tudo isto lamentável e certamente não combinam como
verdadeiro futebol de mesa. Esses comportamentos denigrem a imagem deste
nobre esporte, seja ele jogado na regra que for.
Entendo que quando se trata de disputas os ânimos ficam alterados e
podem-se falar bobagens, e essas bobagens por sua vez, podem gerar
conseqüências bem desagradáveis. Se não cuidarmos, podemos o amigo, ou,
um relacionamento de anos, que poderá ou não ser recuperado. E a questão
é: Vale à pena? Penso que não!
Quando escolhi este tema para compartilhar, eu o fiz na expectativa que
trazer uma mensagem positiva para todos os botonistas desse nosso imenso
Brasil. Espero estar conseguido.
Se desejarmos que algo que estamos envolvidos seja melhor, será preciso
ter a humildade e a iniciativa de fazer com que as mudanças comecem
conosco. Que o pontapé inicial das mudanças seja nosso. Que façamos
grandes contribuições para que o futebol de mesa seja cada dia melhor,
e, absolutamente atraente.
Não nos preocupemos apenas com nossos jogadores de acrílicos ou com um
gol de placa que queremos fazer. Que as pessoas e os relacionamentos que
temos em torno do futebol de mesa sejam nossas prioridades. Essa é a
única maneira que vejo para que este delicioso esporte seja realmente
melhor. Que este seja o nosso gol de placa de todas as partidas.
Penso que melhorar é possível quando se está determinado a mudas os comportamentos que oferecem riscos.
Mais uma vez obrigado por ler as matérias que escrevo.
Ricardo C. MeniMatérias publicadas
ricmeni@hotmail.com
Botonista da jabulanifuteboldemesa.com.br
Jaboticabal – SP









