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quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Minha História no Futebol de Mesa

    Tudo começa lá na infância, pelos 8 até os 12 anos, quando eu e meu irmão visitavamos nosso avô, aos domingos. Ele era um alfaiate, que morava na rua Joao Telles no bairro Bom Fim em Porto Alegre,  saiamos de casa de onibus, o Paulino Azurenha, que seguia até a av. João Pessoa, desciamos na Redenção, um parque próximo ao centro da cidade e atravessavamos a  pé, chegando a casa do avô. Em sua sala de trabalho havia uma mesa de madeira, uma enorme prancha de madeira de lei, de uns 2,5 metros de comprimento por 80 centimetros de largura, com gavetas. Nas gavetas haviam caixas com dezenas de  botões de casacões de plástico e osso ( na época não se conhecia, mas devia ser galalite ou acrílico), escolhiamos 20 botões, 10 para cada um e duas caixas de fõsforo, que seriam os goleiros, faziamos os times e jogavamos. As regras eram inventadas conforme as conveniencias, óbvio, mas a gente se divertia nos toque e toques.

     Depois  descobrimos em nosso bairro que outros guris tambem jogavam, mas a gente não saia muito a rua e somente mais tarde fui encontrar com esses vizinhos que tambem jogavam e tinham mesas oficiais, meu irmão nao ganhava muito e se desinteressou em jogar. Havia um amigo, chamado Diogo, que jogava muito bem, mas jogamos poucas vezes. O tempo passou e no final da adolescencia, despertou novamente a vontade de jogar, e descobri o Mimo, uma tabacaria, que era e é ainda hoje, local de referência para aquisiçào de qualquer material para a prática do Futebol de Mesa. Comprei botões novos, de acrilico, e descobri que no estádio do Internacional, no Gigantinho, havia um departamento organizado de futebol de mesa e fui conhecer. Passei a frequentá-lo, me associei como sócio atleta, vejam só, no Inter, meu time do coraçao, foi uma glória. Lá , conheci o Enio, que era o presidente, que me recebeu cordialmente e passei a jogar lá aos sabados. Haviam muitos botonistas de habilidades grandes e aprendi muito, perdendo bastante obviamente (" ainda perco muito hoje, mas com muito mais conhecimento"). Não lembro dos nomes de muitos("acho que o alemão alzheimer tá me pegando"). Em resumo , eram tardes de sábado muito boas. Até que, como a fila anda, arrumei uma namorada, passei no vestibular, fui fazer medicina, as cobranças eram grandes e diminuiram os meus sabados. E um belo dia , quando cheguei ao gigantinho , para minha surpresa, onde estavào os amigos do botão, sumiram. Fiquei sabendo atra'ves de um funcionario do clube que tinham mudado para o Gremio. Bueno, aqui na terra quem é colorado não entra na seara do adversário, o grêmio, me afastei por hora sem comprovar tais informaçoes, que mais tarde fiquei sabendo, nao era no grêmio futebol portoalegrense e sim no grêmio gaucho, um outro clube social e de atletismo, mas isso só anos depois.
      Se passaram anos, casei, me formei na medicina, fiz residências médicas para especializaçào, vieram os filhos, um casal. De vez em quando passava no Mimo para olhar e os botões até que fiquei sabendo , que jogavam ali no Mimo e que no Ypiranga também se jogava, assim como em outros locais, e que o Enio presidia o Ypiranga. Cheguei então no Ypiranga, onde fui muito bem recebido e estou até agora, Feliz, reascendendo minha paixão pelo botão.
RLasevitch.2011