Dia desses, recebi um e-mail, devo dizer, “e-mail circular” do Sr. Renato lá das Alagoas, pedindo informações de como jogar o Futebol de Mesa. Já ia responder quando pensei: “Então, como é que se joga? Existe um manual de como jogar? Como segurar a palheta?”. Desisti de escrever, melhor, pensei que afinal, provavelmente muitos interessados possam estar na mesma situação do Sr. Renato mas não tiveram a humildade de perguntar.
Acho então que devo tentar fazer algo e farei, Sr. Renato de Maceió, farei um ensaio fotográfico com textos explicando da melhor maneira possível, a minha experiencia esperando que outros botonistas, possam ajuntar detalhes e informações ao trabalho que pretendo iniciar. Por enquanto então, peço apenas paciência e no meio tempo vamos papear sobre o assunto, sobre o Futebol de Mesa que é um ótimo remédio para a saúde mental sem nenhuma contra indicação.
Acredito seriamente que o mais importante em um jogo, seja lá amistoso ou torneio ou treino, o que realmente faz todo o sentido é sentir o clima, jogar com o coração, jogar toda a emoção em cima da mesa, fazer de seu time parte de sua vida, fazer dele um brinquedo querido para não perder nunca o nosso lado criança, infantil, inocente fazendo nosso coração saudável, mantendo sempre um espírito alegre nas vitórias ou nas derrotas.
Como a maioria desta nossa turma daqui desta nossa região congelada, também deixou que o frio, o céu sempre cinzento, o sistema de imigração nazista e a má vontade que paira nos corações americanos lhes corroesse a alma, sobrou apenas alguns muito poucos que mantém a chama da alegria inocente acesa e é com esses poucos que faço tudo o que posso para patrocinar uns joguinhos e torneios relâmpagos lá no meu estádio Nílton Santos, alçapão alvinegro.
Assim, nestes últimos dois meses, realizamos três torneios, regados a pizza, o primeiro foi lá na minha humilde varanda – fechada – com a temperatura abaixo de zero, o segundo lá na garagem sofisticada e climatizada de um bilionário com o patrocínio do gerente da propriedade, técnico do Benfica e agora o último, torneio primavera onde o meu Botafogo conseguiu o primeiro lugar, perdendo para o Fluminense invicto, porque:
O técnico do Fluminense, bicho papão de quase todos os torneios, ganhou o segundo – o da garagem elegante – cujo o time é o mais viajado do mundo, pois seu técnico passa um mês no Brasil e um mês aqui nos USA e o leva pra lá e pra cá … mas, surpreendentemente perdeu o primeiro quando o herói foi o técnico do Santa Cruz jogando com o time reserva, reconhecidamente inadequado para as novas mesas. Mas então, hão de perguntar: Como? A resposta é simples, ele mantém acesa a chama, a chama da alegria de jogar, de ser feliz, de brincar com os amigos deixando longe, pelo menos naquelas horas, as agruras do dia dia… e aí perguntei: “poxa, você acaba de receber do Brasil um time sofisticado porque ainda não o trouxe para o campo?” Ele, calmo como sempre, respondeu que assistiria pela tv o jogão Botafogo e Vasco – não me convidou – e iria colocar seu time para assistir ao jogo, parte da preparação e treinamento para os futuros torneios.
Este é o espírito de que falo. Somente estes personagens poderão extrair o sumo da magia que é o jogo de botões.
![]() |
CRÔNICAS DE PAULO BOSCO, ESCRITOR BRASILEIRO RADICADO NOS ESTADOS UNIDOS. BOTONISTA SAUDOSO DA PÁTRIA E CRONISTA DE FUTEBOL DE BOTÃO DE MESA, NAS HORAS DE LAZER.
TEXTOS REPRODUZIDOS PARA O SITE INTERNACIONAL “FUTMESABRASIL.COM “ E FUTEMESAYPIRANGA.BLOGSPOT.COM PELO COLABORADOR ENIO SEIBERT - E-mail: enioseibert@hotmail.com


Nenhum comentário:
Postar um comentário