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terça-feira, 17 de abril de 2012

PERFIS

Agora conheçam Beto Ribeiro

Beto Ribeiro – um apaixonado pela vida e pelos botões

Ele começou no início dos anos sessenta, encara tudo na vida com muita paixão. Ama muito sua esposa Rita , dedica a mesma atenção aos planos e sonhos dos filhos legítimos quanto dispensa aos seus pequenos meninos “adotados” que deslizam sob uma  mesa de botão.
     Conheça a história de José Roberto Ribeiro, craque do futebol de mesa e um artista na forma de jogar com botões quase invisíveis de tão pequenos. Um homem da fronteira, mas que veio de mala e cuia (e mesas) para a região central, para se aproximar dos filhos queridos e acompanhá-los nos estudos e carreira profissional. Confira a entrevista!

Ota Neto –  Nasceu em Uruguaiana? Quando? Profissão?
Sim, nasci em Uruguaiana, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, divisa com Paso de Los Libres, Argentina, no dia 28/02/1954. Sou bancário aposentado.
O.N. -  Quando foi teu primeiro contato com o futebol de mesa?
Foi na década de 60. Mais precisamente em 1962. Na quadra onde morava (Rua 13 de Maio) em Uruguaiana (RS), meus dois irmãos e vários primos e amigos estavam na febre do futebol de botão de panelinhas e eu para não fugir a regra também me interessei pelo esporte.
O.N. - Quando começou a jogar com o Vasco da Gama e por que?
Parece que foi ontem…… 08/07/1970,  porém nesta data distante foi criado o VASCO DA GAMA DE FUTEBOL DE MESA.
Numa partida inaugural contra o FLAMENGO do amigo e botonista Gilberto, em que o placar ficou no 3 x 3, gols de Luiz Carlos (2) e Adilson.
Escolhi  o Vasco da Gama, por ter simpatia e torcer pelo mesmo no Rio de Janeiro e  não existir na época nenhum adversário com este nome.
O.N. - Quando começou a registrar os jogos?
Foi no dia 08/07/1970, quando da criação do VASCO DA GAMA DE FUTEBOL DE MESA.
Tenho a mania e prazer de anotar as partidas: dia, mês, ano, nome do time adversário, nome do adversário, nomes dos botões que marcam os gols. Possuo anotações de jul/70 a fev/80 e de out/02 até a presente data. São 5448 partidas, sendo 3118 vitórias, 1369 empates e 961 derrotas; 10211 gols feitos e 4422 gols sofridos e o grande goleador é o velho (cheio de dentes) Valfrido, atualmente aposentado, com 1285 gols marcados.
Joguei contra 281 adversários e o tempo total de 2724 horas.
O.N. -  Quando foi o gol 10 mil?
O histórico gol aconteceu na tarde de um sábado, na sede da AABB de Santa Maria, no dia 10/04/2010, partida de nº 5286 contra  o RIOGRANDENSE do botonista e amigo Glenio Moraes.  A partida terminou empatada em 1×1. O gol 10.000 foi marcado pelo botão de número 26, o zagueiro Alã.  Glenio fez seu gol com o botão de nº 10 o atacante de nome Plein.
Vale lembrar que, na partida anterior, o Manchester de meu outro amigo, Otacilio Neto, armou uma retranca e segurou o placar de 0×0, escapando assim, de levar o histórico gol.
O.N. -  Conta umas histórias pitorescas com teus craques ou jogos marcantes.
 - Conta a lenda que numa viagem a Uruguaiana o lateral do Vasco, botão de nº 6, Batista,  perdeu-se na volta juntamente com o celular,  na cidade de Alegrete. Só dei-me conta do acontecido quando cheguei em casa. Aíveio o inesperado:  liguei para o meu celular e o Batista atendeu dizendo não fazer mais parte da delegação vascaína.
- Certa ocasião fui fazer o seguro contra incêndio de minha casa em Uruguaiana, valores do imóvel e conteúdo. O corretor achou muito alto o valor do conteúdo e perguntou-me porque? Respondi que tinha 3 mesas de futmesa que eram fabulosas e 50 excelentes botões da equipe do Vasco.
- Certa vez estava jogando com um botonista de Uruguaiana, o jogo estava empatado, ele teve uma grande chance de ganhar no último minuto, mas errou o gol,  lançou a palheta contra a porta da garagem e atirou-se ao chão gritando: “Beto tu não jogas é nada! Tu só tens sorte!”
- Estava eu a jogar com meu irmão na sala de casa. Morávamos em uma rua não asfaltada, cheia de pedregulhos. Em um dado momento, em um lance que gerou discussão, ele apanhou alguns botões meus e atirou-os pela janela. Passei a tarde procurando os craques entre as pedras.
- Havia em Uruguaiana dois botonistas muito amigos, sempre andavam em dupla jogando em todas as Ligas da cidade. Estava jogando lá em casa com um deles e outro olhando e torcendo para o mesmo. Em cada jogada eles comentavam entre si. Eu estava numa tarde inspirada, acertando todos os lances. O jogo estava 3 x 0 para o Vasco e o meu adversário corria em volta da mesa, suando comentava: “Amadeu! O homem tá  terrível! O homem tá terrível Amadeu!”.
O.N. -  Qual foi o título mais importante e o mais difícil?
Foi  quando da realização do Campeonato Estadual da Regra Gaúcha de 1972 lá na minha terra, sendo que fomos campeões por equipes.
O.N. -  Tem algum adversário de preferência?
Não, todo próximo adversário é difícil, cada jogo uma história diferente. Mas sem dúvida o difícil é aquele que pensa mais para fazer cada jogada, como se fosse um jogo de xadrez.
O.N. -  Regra gaúcha ou da fronteira?
Jogo as duas regras. Nestes 50 anos de futmesa joguei mais pela regra da fronteira. Conheci a Regra Gaúcha dois meses antes de participar do Campeonato Estadual de 1971, realizado na Sociedade Ginástica São Leopoldo (RS).
Mas avalio que a regra da fronteira seja mais marcante e emocionante, com lances e gols de raras belezas.
O.N. -  Como é a convivência com os filhos botonistas?
Tenho 4 filhos maravilhosos: Roberto(Grêmio), Rodrigo(Flamengo), Cristiane e Renan(São Paulo).  Somente a Cristiane não joga futmesa, mas joga truco. Os guris me deram muita emoção e satisfação em querer aprender a jogar o futebol de mesa e até hoje eles praticam o esporte, tanto em casa quanto em outras localidades.
Já fiz vários clássicos com os mesmos. Partidas inesquecíveis! Integração total!
O.N.  Teve alguma desavença no esporte, nestes anos todos?
Não. Existiram discussões normais de lances polêmicos nas partidas. Várias rivalidades, mas tudo dentro do espírito esportivo, sem criar desafetos.
Com o futmesa aprendi bastante da boa relação humana e adquiri muitos amigos, que conservo até hoje.
O.N. -  Conta mais sobre a Lipafume.
Mudei de apartamento para uma casa no bairro Patronato e criei no dia 15/07/11 um espaço na garagem no fundo do terreno para a prática do futmesa. Denominei como LIPAFUME – LIGA PATRONENSE DE FUTEBOL DE MESA DE SANTA MARIA
-RS, local este que está a disposição com 4 mesas,  dos amigos e apreciadores deste nosso nobre e prazeroso esporte.
O endereço: Rua Goiânia, nº 155 – bairro Noal – Fone 3026-8953, Cel 9969-2126.
                 EQUIPE DE URUGUAIANA DE FUTMESA NO CAMPEONATO ESTADUAL DA REGRA GAÚCHA DO ANO DE 1971, REALIZADO NA SOCIEDADE GINÁSTICA DE SÃO LEOPOLDO.
             NO ANO DE 1972 SAGROU-SE CAMPEÃ ESTADUAL NA CIDADE DE URUGUAIANA(RS).  
             NA FOTO DA ESQ. P/DIR., BETO RIBEIRO, PAULO FITTIPALDI, JÚLIO CANTORI, EDUARDO ALMEIDA E TASSO PORTUGAL.




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