Jogando Botões I
Lendo as inúmeras colunas deste nosso querido site e as “fofocas” no “Grito” fico ”cá” a pensar: “só reclama por mais quem tem muito”. Os brasileiros no Brasil podem comprar botões, dos mais variados tipos, qualidade e preços, em cada esquina. Podem jogar com qualquer amigo, parente, vizinho, conhecidos e desconhecidos … apesar das conhecidas dificuldades de locomoção, custo e horários conflitantes com o trabalho que todos nós sabemos existir, sempre ha e haverá um jeito brasileiro ou uma nova oportunidade.Então, caros leitores (se é que existe algum), tenham piedade de nós e conformem-se se alguma coisa ainda não está perfeita. Nós aqui nesta terra do Tio (deles) Sam, temos a mesma sede, os mesmos desejos, a mesma paixão mas em razão das inúmeras dificuldades que enfrentamos e que não cabe aqui enumerar, conseguir um momento para jogar com alguém, que tenha um time e que saiba jogar é uma oportunidade ímpar e raríssima.
No minguado verão em que as condições são propicias, todos estão concentrados de sol a sol, sete dias diretos, como as formigas, juntando o leite das crianças para enfrentar o extenso e rigoroso inverno quando as condições e locais disponíveis para se instalar uma mesa que seja, são raros e quase sempre indisponíveis.
Assim então, para aqueles mais apaixonados, dentre os quais me incluo, resta sonhar e sempre que a ansiedade aumenta, pegar a caixinha, dar um polimento no time, imaginar o melhor posicionamento em campo, ler e reler as regras, pedir licença à dona Maria para brincar um pouco na mesa da cozinha, treinar pênaltis, faltas e algumas jogadas impossíveis.
Até o ano passado eu ainda tinha um colega de trabalho que como eu tinha o fim de semana mais ou menos livre, agora, mudou-se para o Brasil e não sobrou ninguém com quem bater uma bolinha. Então, para não incomodar a dona Maria resolvi, baseado em pesquisa, sempre através do “nosso” site, e, principalmente, seguindo rigorosamente as preciosas orientações desse também “nosso” precioso mágico das bolinhas, o Sr. Lorival de Lima, construir uma mesa, a menor possível dentro dos padrões recomendados pelas regras e que se adaptasse ao diminuto e mais ou menos aquecido espaço que disponho.
CRÔNICAS DE PAULO BOSCO, ESCRITOR BRASILEIRO RADICADO NOS ESTADOS UNIDOS. BOTONISTA SAUDOSO DA PÁTRIA E CRONISTA DE FUTEBOL DE BOTÃO DE MESA, NAS HORAS DE LAZER.
TEXTOS REPRODUZIDOS PARA O SITE INTERNACIONAL “FUTMESABRASIL.COM “ POR ENIO SEIBERT - E-mail: enioseibert@hotmail.com

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