Em outros tempos se falava do " Homem que escuta a Pedra " para assinalar aqueles, escultores ou lapidadores que eram especialmente hábeis, que tinham uma especial maestria na hora de converter em obras de arte os materiais sobre os quais trabalhavam.
Dava-se a êles esta demonstração porque se partia da idéia de que dentro do bloco de mármore ou de pedra rara se continha já, por natureza, aquilo que estava destinado a ser: uma escultura, às vezes, outra determinada peça das que compõem uma construção. De maneira que o artista era artista porque sabia escutar o que a pedra por si mesma lhe dizia, e graças a isso era capaz de trabalhá-la para dar-lhe, ao final, sua forma perfeita.-
No mundo do Futebol de Botões, e, dentro deste, no pequeno mundo dos " olheiros de craques-botões ", podemos nos encontrar com algo similar ao Homem que escuta a Pedra. Só que aqui temos que falar do Homem que escuta o Botão.
O Homem que escuta o Botão tem as características próprias de todo olheiro de craques-botões, e em consequência, as ferramentas e a habilidade manual suficiente para transformar um botão que tenha comprado, para, sem danificá-lo nem quebrá-lo, dar-lhe o toque final justo para extrair do mesmo um algo mais que esse botão contém e que, sem restrição, para qualquer outro olheiro de botões, havia passado despercebido.
Porque, antes e acima de todos os demais, o Homem que escuta o Botão tem o dom de ouvir e de entender o que cada botão lhe diz:
Alguns: -Cuidado, não me aproximes a esmerilhadora, que poderei me romper., Outros: -Lima-me só um pouquinho por debaixo, ( como quem disse para uma cabeleireira: -corte-me nada mais que um mínimo as pontas dos cabelos )., Ou, os melhores: -Dá-lhe sem medo, mestre, que eu aguento o que seja, e te irei indicando de onde e quanto me tenhas que rebaixar para ajudar-me a chegar a ser o craque que tu e eu sabemos que levo dentro de mim.
Destes artistas do artesanato contam que alguns, em certas ocasiões, tenham chegado inclusive a cortar-se, acidentalmente, nos dedos, com o fio que acabavam de dar a um botão.
Tal é uma das formas, por exemplo, em que um botão dianteiro, extremamente perigoso e artilheiro nato, pode comunicar a seu artífice que sente-se já pronto, no ponto certo e preparado para os confrontos em campo.
E, é sabido, que os atacantes letais são gente de ação, muito mais que de simples palavras.
Nota e lembrete do tradutor, com a a quiescência do autor da matéria, o amigo espanhol Marcelo Suárez Garcia:
Esta matéria é uma homenagem ao fabricante de craques Antônio Bessil, o primeiro grande artesão de botões de galalite em Porto Alegre - Rio Grande do Sul, precocemente falecido. Ídolo do meu irmão botonista Helio Seibert, seu fã e cliente preferencial no. 1, que, aliás, promete definitivamente, retornar às mesas de Futebol de Botão, a partir de março de 2012.
TEXTO DO CRONISTA ESPANHOL MARCELO SUÁREZ GARCIA, COLUNISTA DE FUTBOL CON BOTONES. TRADUÇÃO DE ENIO SEIBERT.
EMAIL: ENIOSEIBERT@HOTMAIL.COM
Tal é uma das formas, por exemplo, em que um botão dianteiro, extremamente perigoso e artilheiro nato, pode comunicar a seu artífice que sente-se já pronto, no ponto certo e preparado para os confrontos em campo.
E, é sabido, que os atacantes letais são gente de ação, muito mais que de simples palavras.
Nota e lembrete do tradutor, com a a quiescência do autor da matéria, o amigo espanhol Marcelo Suárez Garcia:
Esta matéria é uma homenagem ao fabricante de craques Antônio Bessil, o primeiro grande artesão de botões de galalite em Porto Alegre - Rio Grande do Sul, precocemente falecido. Ídolo do meu irmão botonista Helio Seibert, seu fã e cliente preferencial no. 1, que, aliás, promete definitivamente, retornar às mesas de Futebol de Botão, a partir de março de 2012.
TEXTO DO CRONISTA ESPANHOL MARCELO SUÁREZ GARCIA, COLUNISTA DE FUTBOL CON BOTONES. TRADUÇÃO DE ENIO SEIBERT.
EMAIL: ENIOSEIBERT@HOTMAIL.COM
Desde España, me sumo al homenaje al fabricante de craques Antonio Bessil, primero y grande artesano de botones de galalite en Porto Alegre-Rio Grande do Sul.
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