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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Coluna do Paulo Bosco






New York, Long Island, East End, ... Aquebogue. Este é o canto onde me escondo pelos últimos
vinte anos, um local encantador em meio aos vinhedos, mais de quarenta para ser inexato.

É o “sítio”, como gostam os portugueses, mais distante da costa leste dos USA. Neste
momento, o amigo estará pensando ... felizardo este cara. Dizem os sábios que o melhor lugar do mundo é aquele onde estamos felizes, então sou feliz.
Onde na pátria amada, um empresário daria emprego a alguém beirando os 66 invernos? ...
então, nada a reclamar não é? Certo? Errado! Se o vírus do Futebol de Mesa corre em suas veias,
você está me entendendo.
Pois é amigo, é assim, carrego o vírus desde pequeno, se você leu minhas estórias sabe o que é a saudade dos amigos de outrora, dos torneios, dos papos nos botequins ... será que ainda existem botequins? uma cervejinha, pão com mortadela ... queijo só nas comemorações.

Mas e os papos? Há! os papos sim, sim, tinham aquele gosto do primeiro gole do chopp
geladinho quando degustávamos a emoção de falar sobre botões, paletas, bolas, mesas, balizas,
torneios e amistosos  e eu felizardo acredito que já experimentei todos os tipos e modelos e
assim como nunca entendi aqueles com um furo no meio também não consigo explicar a minha paixão por aqueles nascidos das frutas dos coqueiros.


Naqueles bons tempos, os mais próximos é que me questionavam sobre o porque do botão de
coco ou quenga como dizem os irmãos do norte .. e eu, em vão, explicava mas não convencia.
Bom! Hoje não há ninguem para perguntar o porque, nem por curiosidade. Assim, me sinto à
vontade para escrever ao amigo tentando passar os detalhes desta estranha paixão. Convido o

Coordenador Enio Seibert  a sentar-se à mesa que em verdade é o meu CT (centro de treinamento) e de jogos amistosos batizado de Nilton Santos (meu eterno ídolo).


Uma vez, comfortavelmente acomodados, abro uma cerveja e disponho duas taças servidas com
colarinho, como manda o figurino. Infelizmente, não são Antártica, Brahma ou Bohemia, apenas
uma mexicana suave e para mim, só meia dose pois não posso abusar. Sobre o campo estão
quase todos os meus craques, muitos ainda são da base, não estão prontos para jogos, dependem ainda de muita lixa e cera.


Uma observação mais cuidadosa na foto, o leitor poderá identificar dois times um em preto e branco e outro branco e preto todos naturais da Terra dos Pampas contratados por você, tchê Guri, novo amigo, que nos parece voltando de passado distante.
Mas Tchê... barbaridade... , tu aí não precisava se incomodar em retribuir os escritos das minhas aventuras botonisticas, mas já que nos presenteou inclusive com as balizas, coisa rara aqui no norte do mundo, saiba que somos e seremos eternamente gratos.

Well ... como dizem aqui os  yankees estas modéstias linhas são a minha maneira de dizer
Obrigado amigo, o seu presente está sendo a semente para um próximo torneio, principalmente
para dois novos técnicos que não possuem times, assim o preto e branco vestirá a camisa do
Santos e o branco e preto a camisa do Cosmos, os demais serão: minha neta (14 anos) comandará
o Botafogo, meu filho o Barcelona, o amigo portugues o Benfica, o atual vice-campeão o
Fluminense e eu, o Real, não de Madrid e sim o Real de Aquebogue.

Futuramente, escreverei sobre a nossa revolucionária bola que depois de muito estudo, despesas
com material e principalmente, muito tempo investido nas mesas e em vão concluindo que sendo
impossivel colocar grama no campo, a solução óbvia seria colocar grama na bola ... porque não?

Um grande abraço aos irmãos :Colorados e Gremistas. 
paulo bosco

Um comentário:

  1. Paulo, Meus parabens voce escreve muito bem. Acertou o Enio em te procurar! Sinta-se aqui em casa, vamos procurar te deixar com menos saudade, te falando de futebol de mesa. Aqui no Sul é jogado em meio a um churrasco e boa cerveja, a gelada!
    Grande abraço, Ricardo

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