CAMPEONATO MUNDIAL DE FUTEBOL DE MESA SECTORBALL
O Clube Israelita Brasileiro e a Confederação Brasileira de Futebol de Mesa sediaram e realizaram no Rio de Janeiro, o VI Campeonato Mundial de Futebol de Mesa, modalidade Sectorball, de 07 a 10 de junho de 2012. A referida modalidade é praticada nos países do Leste Europeu, principalmente na Hungria, Sérvia e Romênia.
A Seleção Húngara, integrada por seus quatro jogadores, ganhou os seus tres confrontos, contra o Brasil ( 8 x 0 ), Seleção da Sérvia e Seleção da Romênia., sagrando-se hexa campeão mundial.
A Seleção do Brasil, integrada por jogadores do Vasco da Gama e Bangu A.C. do Rio de Janeiro, venceu a Romênia por 6 x 2 e a Sérvia por 5 x 3, e perdeu de goleada por 8 x 0 para a Hungria, tornando-se vice campeã da competição com as duas vitórias obtidas no torneio que reuniu as seleções dos quatro países.
Romênia e Sérvia foram as outras duas seleções disputantes do Mundial, tendo que lamentar-se que a equipe da Romênia colocou na competição, apenas os seus tres botonistas de que dispunha, acarretando em consequência, a perda de antemão do seu quarto jogo por WO, por não comparecimento do seu quarto jogador nas mesas, nos seus tres confrontos com as demais equipes ( presume-se que o quarto integrante da Seleção da Romênia não tenha viajado ao Brasil ).
No Mundial de Sectorball individual a Hungria, com seu atleta botonista SZENDREI TIBOR, alcançou seu Tri Campeonato Mundial nesta competição, e inclusive, desta feita, de maneira invicta em todos os seus jogos. O Vice Campeão Mundial foi o atleta botonista MARTONFI, procedente da Romênia.
Do terceiro ao oitavo lugar todas as colocações ficaram com jogadores da Hungria, Romênia e Sérvia, aparecendo os representantes brasileiros do Vasco da Gama, Weber Gomes em 9o. lugar e Robson Marfa em 11o. lugar.
No Mundialito paralelo, com os botonistas desclassificados na série principal, o representante brasileiro MARCELO LAGES, também do Vasco da Gama, sagrou-se campeão, disputando com 12 outros jogadores. O Vice campeão do Mundialito foi ERNO BÁNDI da Romênia. Marcelo Coutinho chegou em 3o. lugar e Lauro Couto ficou com a 4a. colocação.
No Mundial de Sectorball de duplas a representação da Hungria levou o troféu de Campeã Mundial com a dupla LUKACS e SZATMARI, o vice campeonato ficou com a dupla romena MARTONFI e KOSZTA e os brasileiros MARCELO LAGES e IGOR MONTEIRO subiram ao pódio na 3a. colocação.
A campanha da dupla brasileira nos seis confrontos foram os seguintes: 2 vitórias ( contra a outra dupla brasileira integrada por Bruno Coutinho do Bangu / Barthez do Círculo Militar-SP e a dupla sérvia na decisão do 3o. lugar ), 2 empates contra as duplas da Sérvia e Hungria, e 2 derrotas para as duplas húngaras e romenas.
Resumo da ópera. A delegação da HUNGRIA, pátria inventora, mantenedora e mentora do Sectorball no Leste Europeu, levantou os TROFÉUS DA TRÍPLICE COROA desta modalidade de Futebol de Mesa com os títulos de HEXA CAMPEÃ MUNDIAL DE SELEÇÕES, CAMPEÃ MUNDIAL DE DUPLAS e TRI CAMPEÃ MUNDIAL INDIVIDUAL.
E os dirigentes brasileiros responsáveis pela estranha adoção do Sectorball como Regra Internacional oficial de parte da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa, não podem reclamar das dificuldades no aprendizado da Regra húngara, pois este foi o 3o. mundial disputado pelo Brasil, apesar da tradução da Regra Sectorball, somente ter chegado ao nosso país em 2011, ou seja, há pouco mais de um ano.
Como é que a Seleção Brasileira disputou os outros dois mundiais anteriores na Hungria, sem a tradução da regra húngara para o portugues, ninguém sabe ou consegue explicar.
Restou um consolo aos botonistas, principalmente, praticantes cariocas da bola esférica de feltro dos 3 toques; a referida regra carioca, considerada de difícil assimilação pelos botonistas, na comparação, seria um jogo de damas, na sua simplicidade, em contraste com a complexidade de jogo de xadrez do Sectorball húngaro.
E ainda, na comparação com a Regra Paulista de 12 toques, os contrastes entre as duas modalidades são chocantes e infinitamente maiores; a Paulista, fácil demais de assimilar, jogar, chutar e marcar gols, e o Sectorball, como disse o gaucho Cristian Baptista, bi-campeão brasileiro da Regra Baiana/Brasileira, apresenta na sua prática de jogo tamanha dificuldade que é mais fácil fazer uma canastra real no carteado do que conseguir preparar uma jogada de ataque para chute a gol no tal de Sectorball.
E por falar em Regra Baiana/Brasileira que, casual e coincidentemente, está realizando no ano de 2012 o seu 40o. Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa, na modalidade Disco Um Toque, pergunta-se por que terá sido relegada ao esquecimento pelos dirigentes da Confederação Brasileira de Futmesa, em detrimento da Regra Paulista de 12 Toques, contemplada neste ano com o seu 3o. Campeonato Mundial, paralelamente ao Campeonato Mundial de Sectorball ?
A Regra Baiana/Brasileira com seus 40 anos de campeonatos nacionais em quase todos os Estados brasileiros, não teria mais direitos adquiridos por sua reconhecida organização e capacidade de realização de competições, do que a Regra Paulista ?
MATÉRIA EDITADA E PUBLICADA PELO COLABORADOR E COLUNISTA - ENIO SEIBERT - enioseibert@hotmail.com
O FUTEBOL DE MESA VAI ACABAR
A constatação acima pode parecer apocalíptica ou até mesmo pessimista, mas é uma realidade. Dolorosa, por sinal, para os amantes de um jogo tão lúdico...
Nos últimos meses me peguei pensando no futuro do "esporte bretão de mesa", como costumo chamá-lo, e não vi nada muito animador. Pelo contrário, o vi como peça de museu, o que aliás já se tornou, ou como lembranças em mentes de velhos que pouco distinguem a realidade das ilusões...
As causas ? A era digital, o vídeogame, pensariam alguns... Crianças amadurecendo mais cedo, interessadas em temas de adulto, pensariam outros...
Mas pra mim, a causa do fim do futebol de botão são os próprios botonistas !
Isso mesmo, os praticantes, os ditos "amantes" desse esporte que deixou de ser brincadeira para virar coisa séria, federada.
A profissionalização é o problema, então ? Não, de forma alguma.
A seriedade e o respeito com que os profissionais tratam o hoje chamado "Futebol de Mesa" foi louvável e, com toda certeza, foi o que deu novo gás ao esporte e, provavelmente, vai prolongar um pouco sua "vida".
Mas, de novo digo, que o que vai matar o futebol de botão é o próprio botonista !
Eu jogo botão desde 1987, quando ganhei meus primeiros botões do meu grande herói: o meu pai. Tinha, então, 7 anos. As lembranças mais remotas que tenho desta época são de montar meu "campo", uma mesa xalingo, e até no chão, nos tacos de madeira da casa onde morava e até na casa de minha avó.
De 2002 para cá, a brincadeira ficou um pouco mais séria, abri fronteiras em busca de um maior intercâmbio com outros botonistas. Disputei campeonatos abertos, oficiais e conheci jogadores de outras localidades, fabricantes, colecionadores, enfim, saí da "casca"...
Mas hoje, dez anos depois, estou quase fazendo o caminho oposto.
Após constatar que no "mundo do botão" a vaidade impera, que aquele time que eu tenho ninguém mais pode ter, que aquela foto "tal" é ouro e eu não posso copiar pra você, que eu não posso te passar o telefone do cara que vende dadinho ou placa de acrílico, que o que importa é o que eu tenho e dane-se o resto, que o que vale é a política de exclusão, de desprezar tudo que é diferente do que acredito, hoje eu decidi dar um passo atrás e voltar 10 anos no tempo, pro período em que eu amava jogar botão e "fazer" meus times... e só !
Durante este convívio fiz amigos, é verdade. Poucos, diga-se. Mas desta experiência o que me restou foi uma sensação de que o botonista, a fim de preservar o "eu", vai matar o esporte, vai matar o "nós". Terminará jogando sozinho, mas com um grande acervo de times e fotos. É isso !
Viva a mediocridade ! Viva o individualismo !
Não pretendo ser arauto de nada ! Só quero passar para meu filho, a mesma paixão que eu, meu irmão e meus primos sentíamos na infância quando passávamos horas sobre uma mesa verde, a mesma paixão que sinto todo sábado quando reunimos mais de dez marmanjos, no River F.C. (na Abolição),após semana estressante de trabalho...
E se você é um daqueles que cultivam o "nós" , estamos abertos para você vir jogar amistosos e praticar o melhor esporte do mundo !
TEXTO DE AUTORIA DE RAFAEL LAURIA, COLUNISTA DO F.M.NEWS.
Reeditado por enioseibert@hotmail.com
O Clube Israelita Brasileiro e a Confederação Brasileira de Futebol de Mesa sediaram e realizaram no Rio de Janeiro, o VI Campeonato Mundial de Futebol de Mesa, modalidade Sectorball, de 07 a 10 de junho de 2012. A referida modalidade é praticada nos países do Leste Europeu, principalmente na Hungria, Sérvia e Romênia.
A Seleção Húngara, integrada por seus quatro jogadores, ganhou os seus tres confrontos, contra o Brasil ( 8 x 0 ), Seleção da Sérvia e Seleção da Romênia., sagrando-se hexa campeão mundial.
A Seleção do Brasil, integrada por jogadores do Vasco da Gama e Bangu A.C. do Rio de Janeiro, venceu a Romênia por 6 x 2 e a Sérvia por 5 x 3, e perdeu de goleada por 8 x 0 para a Hungria, tornando-se vice campeã da competição com as duas vitórias obtidas no torneio que reuniu as seleções dos quatro países.
Romênia e Sérvia foram as outras duas seleções disputantes do Mundial, tendo que lamentar-se que a equipe da Romênia colocou na competição, apenas os seus tres botonistas de que dispunha, acarretando em consequência, a perda de antemão do seu quarto jogo por WO, por não comparecimento do seu quarto jogador nas mesas, nos seus tres confrontos com as demais equipes ( presume-se que o quarto integrante da Seleção da Romênia não tenha viajado ao Brasil ).
No Mundial de Sectorball individual a Hungria, com seu atleta botonista SZENDREI TIBOR, alcançou seu Tri Campeonato Mundial nesta competição, e inclusive, desta feita, de maneira invicta em todos os seus jogos. O Vice Campeão Mundial foi o atleta botonista MARTONFI, procedente da Romênia.
Do terceiro ao oitavo lugar todas as colocações ficaram com jogadores da Hungria, Romênia e Sérvia, aparecendo os representantes brasileiros do Vasco da Gama, Weber Gomes em 9o. lugar e Robson Marfa em 11o. lugar.
No Mundialito paralelo, com os botonistas desclassificados na série principal, o representante brasileiro MARCELO LAGES, também do Vasco da Gama, sagrou-se campeão, disputando com 12 outros jogadores. O Vice campeão do Mundialito foi ERNO BÁNDI da Romênia. Marcelo Coutinho chegou em 3o. lugar e Lauro Couto ficou com a 4a. colocação.
No Mundial de Sectorball de duplas a representação da Hungria levou o troféu de Campeã Mundial com a dupla LUKACS e SZATMARI, o vice campeonato ficou com a dupla romena MARTONFI e KOSZTA e os brasileiros MARCELO LAGES e IGOR MONTEIRO subiram ao pódio na 3a. colocação.
A campanha da dupla brasileira nos seis confrontos foram os seguintes: 2 vitórias ( contra a outra dupla brasileira integrada por Bruno Coutinho do Bangu / Barthez do Círculo Militar-SP e a dupla sérvia na decisão do 3o. lugar ), 2 empates contra as duplas da Sérvia e Hungria, e 2 derrotas para as duplas húngaras e romenas.
Resumo da ópera. A delegação da HUNGRIA, pátria inventora, mantenedora e mentora do Sectorball no Leste Europeu, levantou os TROFÉUS DA TRÍPLICE COROA desta modalidade de Futebol de Mesa com os títulos de HEXA CAMPEÃ MUNDIAL DE SELEÇÕES, CAMPEÃ MUNDIAL DE DUPLAS e TRI CAMPEÃ MUNDIAL INDIVIDUAL.
E os dirigentes brasileiros responsáveis pela estranha adoção do Sectorball como Regra Internacional oficial de parte da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa, não podem reclamar das dificuldades no aprendizado da Regra húngara, pois este foi o 3o. mundial disputado pelo Brasil, apesar da tradução da Regra Sectorball, somente ter chegado ao nosso país em 2011, ou seja, há pouco mais de um ano.
Como é que a Seleção Brasileira disputou os outros dois mundiais anteriores na Hungria, sem a tradução da regra húngara para o portugues, ninguém sabe ou consegue explicar.
Restou um consolo aos botonistas, principalmente, praticantes cariocas da bola esférica de feltro dos 3 toques; a referida regra carioca, considerada de difícil assimilação pelos botonistas, na comparação, seria um jogo de damas, na sua simplicidade, em contraste com a complexidade de jogo de xadrez do Sectorball húngaro.
E ainda, na comparação com a Regra Paulista de 12 toques, os contrastes entre as duas modalidades são chocantes e infinitamente maiores; a Paulista, fácil demais de assimilar, jogar, chutar e marcar gols, e o Sectorball, como disse o gaucho Cristian Baptista, bi-campeão brasileiro da Regra Baiana/Brasileira, apresenta na sua prática de jogo tamanha dificuldade que é mais fácil fazer uma canastra real no carteado do que conseguir preparar uma jogada de ataque para chute a gol no tal de Sectorball.
E por falar em Regra Baiana/Brasileira que, casual e coincidentemente, está realizando no ano de 2012 o seu 40o. Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa, na modalidade Disco Um Toque, pergunta-se por que terá sido relegada ao esquecimento pelos dirigentes da Confederação Brasileira de Futmesa, em detrimento da Regra Paulista de 12 Toques, contemplada neste ano com o seu 3o. Campeonato Mundial, paralelamente ao Campeonato Mundial de Sectorball ?
A Regra Baiana/Brasileira com seus 40 anos de campeonatos nacionais em quase todos os Estados brasileiros, não teria mais direitos adquiridos por sua reconhecida organização e capacidade de realização de competições, do que a Regra Paulista ?
MATÉRIA EDITADA E PUBLICADA PELO COLABORADOR E COLUNISTA - ENIO SEIBERT - enioseibert@hotmail.com
O FUTEBOL DE MESA VAI ACABAR
A constatação acima pode parecer apocalíptica ou até mesmo pessimista, mas é uma realidade. Dolorosa, por sinal, para os amantes de um jogo tão lúdico...
Nos últimos meses me peguei pensando no futuro do "esporte bretão de mesa", como costumo chamá-lo, e não vi nada muito animador. Pelo contrário, o vi como peça de museu, o que aliás já se tornou, ou como lembranças em mentes de velhos que pouco distinguem a realidade das ilusões...
As causas ? A era digital, o vídeogame, pensariam alguns... Crianças amadurecendo mais cedo, interessadas em temas de adulto, pensariam outros...
Mas pra mim, a causa do fim do futebol de botão são os próprios botonistas !
Isso mesmo, os praticantes, os ditos "amantes" desse esporte que deixou de ser brincadeira para virar coisa séria, federada.
A profissionalização é o problema, então ? Não, de forma alguma.
A seriedade e o respeito com que os profissionais tratam o hoje chamado "Futebol de Mesa" foi louvável e, com toda certeza, foi o que deu novo gás ao esporte e, provavelmente, vai prolongar um pouco sua "vida".
Mas, de novo digo, que o que vai matar o futebol de botão é o próprio botonista !
Eu jogo botão desde 1987, quando ganhei meus primeiros botões do meu grande herói: o meu pai. Tinha, então, 7 anos. As lembranças mais remotas que tenho desta época são de montar meu "campo", uma mesa xalingo, e até no chão, nos tacos de madeira da casa onde morava e até na casa de minha avó.
De 2002 para cá, a brincadeira ficou um pouco mais séria, abri fronteiras em busca de um maior intercâmbio com outros botonistas. Disputei campeonatos abertos, oficiais e conheci jogadores de outras localidades, fabricantes, colecionadores, enfim, saí da "casca"...
Mas hoje, dez anos depois, estou quase fazendo o caminho oposto.
Após constatar que no "mundo do botão" a vaidade impera, que aquele time que eu tenho ninguém mais pode ter, que aquela foto "tal" é ouro e eu não posso copiar pra você, que eu não posso te passar o telefone do cara que vende dadinho ou placa de acrílico, que o que importa é o que eu tenho e dane-se o resto, que o que vale é a política de exclusão, de desprezar tudo que é diferente do que acredito, hoje eu decidi dar um passo atrás e voltar 10 anos no tempo, pro período em que eu amava jogar botão e "fazer" meus times... e só !
Durante este convívio fiz amigos, é verdade. Poucos, diga-se. Mas desta experiência o que me restou foi uma sensação de que o botonista, a fim de preservar o "eu", vai matar o esporte, vai matar o "nós". Terminará jogando sozinho, mas com um grande acervo de times e fotos. É isso !
Viva a mediocridade ! Viva o individualismo !
Não pretendo ser arauto de nada ! Só quero passar para meu filho, a mesma paixão que eu, meu irmão e meus primos sentíamos na infância quando passávamos horas sobre uma mesa verde, a mesma paixão que sinto todo sábado quando reunimos mais de dez marmanjos, no River F.C. (na Abolição),após semana estressante de trabalho...
E se você é um daqueles que cultivam o "nós" , estamos abertos para você vir jogar amistosos e praticar o melhor esporte do mundo !
TEXTO DE AUTORIA DE RAFAEL LAURIA, COLUNISTA DO F.M.NEWS.
Reeditado por enioseibert@hotmail.com
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