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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

De Volta ao Futuro

De Volta ao Futuro


Quando começamos jogar o Futebol de Mesa aqui nos Hamptons, conjunto de pequenas cidades localizadas, ao sudeste de Long Island, New York, USA – para quem desejar nos localizar no mapa, Southampton – somente haviam dois times de “brinquedo” mas logo, logo, pesquisando na internet descobrimos diversos fabricantes no Brasil e iniciamos a importação de material e times. Esperava com ansiedade os botões que pareciam lindos e eficazes nas fotos mas que na realidade se apresentaram uma grande decepção. Insistindo nas pesquisas, felizmente descobrimos o FuteboldeMesaNews.com.br e por conseguinte o Edu Botões. Por nossa influencia, todos os que realmente se interessaram de inicio, adquiriram com ele, Edu, os botões com a mesma padronização de tamanho e etc... pois acreditava que assim os técnicos se nivelariam aumentando a qualidade dos jogos.


Acertei quanto à qualidade dos botões e continuo a recomendá-los dentro do padrão que, com minha experiencia, acredito serem os melhores e aqueles que com eles jogam, pouco a pouco, com treinamento, disciplina e participação, não decepcionaram fazendo belas partidas e gols cada vez mais difíceis. Hoje temos times com as camisas do Santa Cruz, Fluminense (dois técnicos), Benfica, Botafogo, Palmeiras, América Mineiro e outros a caminho. Difícil descrever a alegria quando recebi meu time do Botafogo com as exatas cores que escolhi, angulações etc.. e também, com eles, consegui bons resultados e alegrias embora à época que com eles jogava, as mesas que construímos e que foram nosso orgulho não se adaptaram e daí, pensávamos que eram os botões e lhes fizemos algumas alterações, sem resultado.
Pesquisando e trabalhando para encontrar soluções, finalmente temos hoje, os campos que acredito, fariam inveja a quaisquer clubes no Brasil, assim como a adaptação nas bolas e, indo mais além, a adaptação da regra 12 toques para atender à dinâmica com que realizamos nossos jogos (confira nossos vídeos clicando no logo no rodapé do nosso blog). Veja Mundo-EUA
Mas, ... ha sempre um mas ... em verdade nunca consegui me adaptar aos novos botões, respeito a tecnologia, aprecio o lindo design e principalmente o fato de todos os botões destes times deste novo século serem exatamente iguais, permitem que o técnico use quaisquer um em situações de ataque ou defesa com a mesma precisão. Como já relatei em outras colunas, lá antigamente, no meu tempo, todos tínhamos times onde raramente haviam dois botões exatamente iguais e mais ainda, no meu caso eram botões de coco misturados com outros de galalite e fichas de ônibus, portanto, diversos tamanhos, alturas, ângulos de bainha e, naturalmente, peso que interfere fundamentalmente no desempenho técnico.
O meu time atual, todos de casca de coco “importados” da Bahia e carinhosamente por mim confeccionados usando os modernos recursos de ferramentas facilmente disponíveis aqui neste país que se intitula primeiro mundo, todos os meus pupilos têm, em conseqüência, pesos, alturas e angulações diferentes mas como foi com botões similares que joguei anos e anos somente me sinto à vontade com eles, fazendo jogadas que dão alegria e impressionam a quem assiste, entretanto, à exceção de gols para os quais é sempre necessário determinados botões para cada situação e ainda, cada um necessita de pressão e angulação de palheta especifica e embora sejam quase sempre um colírio, enfrentar quem pode chutar sempre com da mesma maneira, a desvantagem é enorme.


Então, pensei e tentei experimentar voltar para o futuro usando meus botões de fábrica, iguais aos demais aqui existentes nivelando as chances nos chutes a gol. Não deu certo, eles não me obedecem, não conseguem fazer as mesmas jogadas, lances em profundidade, o toque sutil, as bolas de efeito, as recuperações seguras mesmo dentro da área, as viradas e passes precisos.


Tenho tudo o que preciso, o time dos meus sonhos, nos entendemos perfeitamente e não desperdiçamos nenhuma jogada mas o gol ... o gol eles insistem que não gostam de chutar por chutar, fazer gols somente para vencer, e quem deve chutar em gol são os atacantes e nem sempre eles estão em boa posição ou estão marcados com rigor pois alguns adversários já perceberam o nosso ponto fraco.


Apos muita reflexão, ponderando os pros e contras, decidimos não voltar ao futuro, permanecer fiel aos bons tempos do passado e não se aviltar com o presente que não nos pertence.


Em breve, anunciaremos no blog o nosso futuro, futuro que eu, técnico, e meus inseparáveis jogadores de coco tomaremos.






Sonhando Brasil





Acredito que faz parte da índole do ser humano, sonhar e de ante mão gostar daquilo que ele não conhece. Posso garantir que muitos de nossos conterrâneos no Brasil sonham em viver nos Estados Unidos assim como posso garantir também que, depois de algum tempo e após conhecerem as dificuldades de se viver em um país que não o nosso, passamos a achar que tudo é melhor em nosso país de origem. Está dentro de nós, nunca estamos satisfeitos com o que temos e assim queremos sempre mais e melhor.





Desde que descobrimos o FuteboldeMesaNews sonhávamos com os torneios, campeonatos e tudo aquilo que nos contam os diversos links existentes no site falando sobre as extraordinárias experiencias e aventuras em centenas de grupos de botonistas espalhados por esse Brasilzão de Deus.





Sempre achamos que nosso grupinho, que aqui desenvolveu seu próprio estilo, e em razão da dificuldade na comunicação entre as varias nacionalidades, adaptou as regras condensando, minimizando e simplificando para facilidade de tradução era o subnitrato do nada comparado com os grupos organizados no Brasil.





A cada dia crescia o desejo de saber como e de que forma jogam os nossos compatriotas, se soubéssemos tentaríamos copiá-los aproximando ao máximo os estilos, a interpretação das regras, as jogadas, os gols e tudo aquilo que sempre sonhamos…“lá deve ser o máximo”! Assim, eis que chega a oportunidade, e um de nossos campeões vai ao Brasil e se inscreve e participa do:





APROFUME-RJ
III TORNEIO BENEFICENTE COPA SÃO JORGE





… No 12 Toques tivemos a participação de 13 atletas de 6 clubes (APROFUME, Flamengo, Hamptons Table Soccer (EUA), Olaria, Petropolitano e River), e o pódio foi formado por: …








Organizados que somos, preparamos uma linda camiseta com o logo do NY Table Soccer, cartões coloridos com nossos endereços, telefone, e-mail etc. …mas eis que a emoção e a ansiedade do nosso representante era muito grande e com tudo preparado, esqueceu o material promocional e como o torneio era muito longe de casa, não deu pra voltar.





Participou de três partidas, conseguiu arrancar um empate, mas agora o mais importante era o nosso “espião” contar o que tinha visto, afinal, como se deu a realização de tudo aquilo que ha tempos temos sonhado! … Estupefatos, ouvimos em silêncio profundo, silêncio como aquele que se “ouviu” em 1950 quando o Brasil sofreu o segundo gol na decisão. Estávamos aturdidos, boquiabertos, estáticos sem acreditar naquela narrativa detalhada e decepcionada … não era possível … onde então estavam os nossos heróis? Onde estavam aquelas jogadas maravilhosas, os gols impossíveis os técnicos com seus super botões? Onde estavam aquelas mesas incomparáveis e as formas estudadas de distribuição dos times em campo? Onde? Onde? Estavam esses botonistas fantásticos? …





Bem, o sonho se desfez. Mas, … Valeu? Valeu! … Valeu pela incomparável receptividade, amabilidade e espírito de cooperação dos nossos queridos irmãos, valeu pelo esforço, pela organização, pela dedicação desinteressada de poucos e a participação de muitos … valeu sim principalmente pela ação caritativa do evento mas se me permitem comparar o futebol de ontem e de hoje, o jogo de botões de ontem e de hoje, meus irmãos, me desculpem a franqueza, se desejarem conhecer a real “emoção” em um jogo de botões, não será necessário voltar ao passado, apenas, venham nos visitar pois somos pura vibração na forma como desenvolvemos nossa própria forma de jogar espelhadas nos craques do campo gramado ou seja, lançamentos em profundidade, passes longos de um lado a outro do campo, distribuição livre dos botões, quinze minutos em cada tempo, e outras muitas jogadas livres desenvolvidas pela imaginação de cada um, totalmente liberadas, livres das correntes existentes nas atuais regras.





Assim, continuaremos com as nossas próprias regras, simples, adaptadas das “doze toques”, das dezessete regras do futebol mundial e, principalmente, brindadas com muita imaginação.





A liga NY
Table Soccer agradece sinceramente à APROFUME-RJ pela oportunidade.








CRÔNICAS DE PAULO BOSCO, ESCRITOR BRASILEIRO RADICADO NOS ESTADOS UNIDOS. BOTONISTA SAUDOSO DA PÁTRIA E CRONISTA DE FUTEBOL DE BOTÃO DE MESA, NAS HORAS DE LAZER.

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