PELA MEMÓRIA E PELOS REGISTROS HISTÓRICOS DO FUTEBOL DE MESA
Pela memória de Lenine Macedo de Souza e pelos registros históricos para a posteridade, vamos contestar as partes finais das frases contidas nos textos, LENINE MACEDO DE SOUZA E A REGRA GAUCHA, nos Arquivos do Futebol de Mesa Brasileiro, postados no blog/site da AFUMECA de Cascavel-PR, material reproduzido no site Futmesabrasil.com.
' A REGRA GAUCHA FOI A QUE MAIS CONTRIBUIU NA FORMAÇÃO DA REGRA BRASILEIRA ' E
' LENINE MACEDO DE SOUZA FOI UM DOS QUE MAIS CONTRIBUIU PARA A CRIAÇÃO DA REGRA BRASILEIRA '
O botonista Lenine Macedo de Souza, por ser mantenedor de uma personalidade radical ao extremo, em suas convicções, e demasiadamente teimoso ( como a grande maioria das lideranças do botonismo brasileiro ), nas suas conversações e contatos com terceiros, jamais poderia aceitar a união e fusão das duas regras de 1 toque , predominantes no país, e as mais importantes na época, ( década de 60 ), nos moldes apresentados, discutidos e homologados na famosa reunião de Salvador-BA , entre os representantes baianos Oldemar Seixas, Nelson Carvalho, Ademar Carvalho e Roberto Dartanhã, e os gauchos Gilberto Ghizi e Adauto Sambaquy.
PELOS MOTIVOS ABAIXO RELACIONADOS:
1 - As mesas adotadas pela nova Regra Brasileira seriam as baianas, nas medidas de 2,20 x 1,60 metros.
2 - As goleiras seriam as baianas de 15,5 x 6 cm.
3 - Os goleiros jogariam de pé nas medidas 6 x 3,8 cm.
4 - Os botões padronizados seriam os modelos baianos de 5 a 6 cm de diâmetro, padrões mais utilizados na Bahia ( inclusive lisos embaixo, sem as escavações dos modelos gauchos ).
5 - O " lateral cedido " seria o utilizado na sistemática baiana ( com validade de gol no segundo lance ).
6 - A regra do impedimento seria no estilo baiano ( ou seja, melhor esclarecendo, regra de impedimento que não existe até hoje no regulamento ).
7 - O " escanteio cavado " seria o baiano ( que não valida o gol de cabeça ou rebatida de jogador ).
8 - Permite a reposição manual dos 20 botões em campo, após qualquer arremesso a gol, com validade de gol. Regra do modelo baiano de jogar.
9 - A regra baiana adotou, posteriormente, duas modalidades de jogo na Regra Brasileira - Botões lisos embaixo, sem escavação ( predominante na Bahia e Nordeste ) e modalidade " cavado ou escavado " ( com botões es-cavados normais, similares à maioria dos botões escavados embaixo, utilizados praticamente em todas as regras nacionais ).
10 - A bola adotada para o jogo, também continuaria a bola baiana, utilizada à época, ( década de 60 ): um botãozinho de roupa, apelidado de " ôlho-de-boi " ou " ôlho-de-gato ".
Por este resumo dos lances e ítens mais importantes das Regras Baiana e Brasileira, pode-se afirmar, seguramente, que havia cerca de 90 % de regras e regulamentos baianos ( muitos como os ex-presidentes Lenine M. de Souza e Paulo Borges disseram que era realmente 100 % da Regra Baiana ) , em contraste com 10 % da Regra Gaucha.
Muitos botonistas afirmam que não encontravam absolutamente nada do regulamento gaucho, nem os mínimos 10 % alegados por alguns.
Com cerca de 90 % de Regra Baiana e 10 %, no máximo, do regulamento gaucho, Lenine M. de Souza e as lideranças gauchas da época, não poderiam jamais aceitar esta pseudo unificação das duas regras, pois o modelo e formatação da nova Regra Brasileira, apresentada pelos baianos não contemplava praticamente nada da regra e equipamento de jogo gaucho, desenvolvidas e editada por Lenine Macedo de Souza ( e seus companheiros ), pioneiro no Brasil, juntamente com a Federação Riograndense de Futebol de Mesa, no ano de 1961.
As demais lideranças gauchas ( Paulo Borges, Fausto Borges, Sérgio Duro, Cláudio Saraiva, e até Clair Marques, de Rio Grande ) que apoiaram inicialmente o projeto da nova regra na Assembléia de Caxias do Sul, durante o Campeonato Estadual de 1966, quando tomaram conhecimento através exemplares da regra formatada na Bahia, desligaram-se de imediato do prévio comprometimento acertado, e retornaram à velha e pioneira Regra Gaucha, por não concordarem , absolutamente em nada, com o modelo e sistemática de jogo da Regra Brasileira.
A pioneira Regra Gaucha, com suas mesas originais de 1,60 x 1,20 metros, e/ou 1,80 x 1,40 metros, botões de galalite, livres em dimensões e padrões variados de cores, ou padronizados de acrílico ou galalite, goleiras e goleiros originais antigos, com alturas menores do que os baianos adotado na Regra Brasileira, bolinhas Lione , ( fabricadas em matrizes industriais e não um botãozinho de roupa baiano ) foram alguns fatores que concorreram para o retorno dos botonistas gauchos às suas origens, juntamente com alguns destes outros:
O inteligente e cerebral regulamento gaucho tem a regra do impedimento.
No escanteio vale gol de cabeça ou rebatida de outro botão-jogador, como no similar futebol de campo ( aliás, considerado pela maioria um dos gols mais bonitos no Futebol de Mesa ).
No lateral cedido não é válido o gol no segundo lance, como na Regra Baiana é validado.
Não é permitida reposição manual dos 20 botões em campo, exceto nos gols e retorno de botões posicionados em impedimento.
Não há modalidades diferentes nas regras de jogo por causa de "modelos de escavações embaixo dos botões ", deixando ao livre arbítrio dos técnicos das equipes, se os seus botões deverão ser lisos ( sem escavação ), totalmente escavados ou meio escavados. Cada botonista pode mandar fabricar os seus botões no modelo e padrão que melhor lhe agrade e lhe seja mais confiável e prazeroso de jogar .
AS CONCLUSÕES FINAIS DEIXAMOS COM A INTELIGÊNCIA E CAPACIDADE DE AVALIAR E DISCERNIR DOS BOTONISTAS BRASILEIROS !
MATÉRIA PRODUZIDA PELO COLABORADOR E COLUNISTA DO FUTMESABRASIL - ENIO SEIBERT - Email: enioseibert@hotmail.com
PRINCIPAL MENTOR E COORDENADOR DA REGRA UNIFICADA DE FUTEBOL DE MESA - UMA PROPOSTA CONCRETA DE UNIFICAÇÃO DAS REGRAS DE FUTEBOL DE BOTÃO DE MESA NO BRASIL.
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