Nosso amigo Enio Seibert nos traz uma série de crônicas de suas coleções infindáveis , estas de um botonista nobre de nosso estado , o Sr. Miguel Orci - Bancário aposentado, Advogado Criminalista, Poeta do Futebol de Mesa e Decano dos botonistas gauchos em atividade em Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil.
FUTEBOL DE BOTÕES - UMA RAZÃO A MAIS PARA VIVER
O Futebol de Botões de Mesa tem a propriedade e a magia de transportar para cima de um tablado ( a mesa ), com dimensões que se equivalem a 1,20 metros de largura, por 1,60 metros de comprimento, sobre a qual deslizam vinte botões que representam e simbolizam dois times de futebol, acrescidos cada qual de um goleiro, este representado por um pequeno bloco retangular de acrílico, com dimensões próprias, sobre cujo espaço costuma ser fixado o símbolo da equipe de cada participante e suas cores ! Sendo que cada partida tem a duração de 30 minutos, cronometrado com dois tempos de 15 minutos.
O vai e vem dos botões, na disputa da bola, ( que se assemelha a um pequeno botão de camisa ), o colorido dos botões, todos individualizados, na procura da conquista do gol, na ânsia da vitória, na busca do galardão maior do título de campeão: acelera o coração, empolga, absorve o tempo, e faz com que transportemos para o quadrilátero, um esforço concentrado para o qual direcionamos e aprimoramos nossa habilidade e devotamento, a cada nova partida !
À semelhança do moderno xadrez, o futebol de mesa tem suas táticas, sua técnica e suas atualizações... eis que cada jogador ( botão ) possui cerca de 4,4 cm de diâmetro; 5 mm de espessura, e uma " caída " ou grau que varia de " zero grau a 20 graus, passando assim por todas as escalas intermediárias, resultando por isso, ante a força ou o impacto do botão na bola, esta toma direção e altura próprias !
Claro está que cada gol que obtemos ou conseguimos, eu em especial, com minha experiência e vivência de 54 anos praticando, jogando, vencendo jogos difíceis, memoráveis, perdendo jogos fáceis, fazendo amigos, recebendo o respeito dos oponentes, a admiração e o carinho dos mais novos, é com uma satisfação muito pessoal que vejo os " gurís " de minha geração, com seus cabelos grisalhos praticando o futebol de mesa, com dedicação e esmero... cultuando uma tradição que rompe a barreira do tempo e chega até nossos dias, cultuada e aprimorada por nós, os " remanescentes " !
Meu time é o BANGU do Rio de Janeiro. Suas camisas vermelhas e brancas em listras verticais , com seu distintivo fixado no lado esquerdo do peito, próximo ao coração, é um vínculo que se perpetua há 54 anos, desde 20 de janeiro de 1950.
O JOGO DE BOTÕES PARA MIM É UMA RAZÃO A MAIS PARA VIVER !
RECORDAR É VIVER
Meus botões ? São relíquias preservadas...Todos são valiosos, bem guardados... Momentos de lazer já vivenciados... Mais de dez mil jogos disputados... Ao redor de uma mesa... caminhados... Nestes cinquenta anos bem vividos !
Minha memória... já regride lenta, tal qual um filme retornando a fita... E um gol inesquecível se apresenta, eis que faz parte de uma linda história !
Meu BANGU, paixão da adolescência ! Suas listras alvi-rubras... verticais... Uma vitória ! Mais outra... é bom demais !
E a " fita " retornando... num glosário... E a bola branca, nas redes se aninhando ! Uma mais outra, no gol adversário ! Mais vitórias que derrotas...! Contingências...
Prá quem cultiva este amor da adolescência !
Anos cinqüenta, o início em minha cidade, Jardim florido à beira-rio plantado ! Mesa no pátio ! Casa no arrabalde...
Dez botões...! Comecei o aprendizado ! " Chicho " ! " Galocha " ! Paulo Fitipaldi... Maia, Jurandir, Wilson... "cumpadre "... Oito gurís... verdor da mocidade... Tarde após tarde ! " Às devas " ... por vontade,
Com dez " galalites " de verdade ! Recordar é viver... mas que saudade !
Todos meus botões tem meu apreço! Mas todos meus botões... nenhum tem preço !
À cada qual bem sei, estão ligadas, recordações atuais... tempos " antigos ". Pois ungidas a mim, e ...aos meus amigos !
Ficha redonda..colorida e plana... Quase quinhentos em sua quantidade,
Só jogamos com dez ! Que insanidade...!
E que saudade de nossa Uruguaiana !
O " vai-vem " colorido dos botões, Deixa em cada jogo uma sequela... de " queixas, paixões, risos, gozações..
Que me permitem dizer que a vida é bela !
Jovens que me ouvis: - digo a vocês:
-Que o " botão que jogamos " é um xadrez.
Pois partidas iguais iguais, não vi jamais ! Impulsos ! Coração ! Fé e destreza !
Dez botões " escrevem" numa mesa, se ali tens no " placard " a tua vitória, páginas da tua vida... da tua história !
A vida é um palco, nós os seus atores !
Meus botões por seus " lances " são autores, de conquistas ! Ficaram " cicatrizes "...
Vitórias mil ! Momentos tão felizes, nos quais me abrigo em meio aos seus matizes, para esquecer jornadas infelizes... !
-Zizinho, Algodão e Gasparzinho, Cabralzinho, Pitanga e Aladim, Mateus, Cardeal, Fafá e Valentim,
Só de lembrá-los passo a rir sozinho !
Zoroastro, Alpadrino, Bataclã, Douglas, Braguinha e Ivorã.
Jorge Black, Cirylo e Canhotinho.
Craques de ontem, craques de amanhã !
Orlando, " Pé de Gesso " e Angorá, botões iguais por certo não os há.
Neste nosso Universo do Botão !
Mencionar seus nomes, como eu faço, deixa de ser dever, é obrigação !
-Bonzo e Turcão: " estrelas luzidias ", de uma constelação bem conhecida.
Falo de conquistas em meus versos ! Em tantos momentos e lugares, minhas taças e troféus quando os olhares, falarão de vitórias e sucessos !
Hoje me encontro na casa dos " sessenta ", e este orgulho já em meu peito ostenta,
Minha caixa de botões quase arrebenta...
Mil lembranças ? ! São frutos... da colheita !
Amigos ? Companheiros ? ... mais de mil ... os encontro no sul do meu Brasil...!
-Semeia semeador por onde andares, sementes de bem querer, sem te importares, com quem disputarás uma partida...
Pois é assim que inicia uma amizade... que te acompanhará por toda a vida !
Os " Meus Botões " estão em um sacrário , de alvi-rubro cetim... Um Relicário... Num lugar especial dentro de mim...
E se algum dia, tu me visitares, verás: - taças, troféus, em seus altares,
Retratos dos lugares de onde vim... !
Botões polidos... grandes, coloridos, num vai e vem, na mesa deslizando, e a expectativa de jogar... ganhando;
O tic-tac do relógio, avança... e vai teu coração acelerando !
Se ao chutares as redes já balanças !
Mágico instante do Gol ! Então vibrando, dás um soco no ar ! Um grito lanças...
Num gesto muito próprio das crianças, pegas o teu goleador com a tua mão, e lhe dás um beijo improvisado, num gesto de carinho e gratidão !
Isto é ser feliz ! Estou errado ?
Tudo é alegria... risos... emoção !
O Futebol de Mesa é uma magia, que envolveu minha vida, dia a dia !
E tu que lestes estes meus dispersos , despretenciosos e alquebrados versos, te digo em segredo nesta " oitiva " ...
O BOTÃO PARA MIM É UMA PAIXÃO !
REAL ! INTENSA ! ETERNA ENQUANTO EU VIVA !
Faço destes meus versos: Oração ! Agradeço ao Meu Deus cada conquista !
Com muita fé ! Energia ! Muito empenho !
Agradecendo a Deus pelo que tenho !
Posso dizer que " Sou um Botonista " !
Poeta não sou! Mas simples missivista, que te transmite em forma de poesias, momentos lindos ! Resumos dos meus dias,
Jogo botões... quem sou ? Um enxadrista ?
Mas este estojo de botões " antigos " ...
Cordão umbilical com os meus amigos, que há muitos anos, já não vejo mais !
Desperta a rima desta minha poesia, desta saudade mista de emoção... !
TALVEZ EM BREVES DIAS... POR QUE NÃO ?
JÁ QUE A PAIXÃO DESTES BOTÕES NOS UNE
NOS ENCONTRAREMOS NO " MUNDO DO BOTÃO".
TRADIÇÃO E HOBBY
Acham-se presentes em mim, em um lugar muito especial dentro do meu coração, onde guardo e conservo minhas relíquias representadas pelas lembranças e recordações extremamente agradáveis de dias e momentos de minha vida; lá onde se encontram por certo as paisagens de minha Uruguaiana; as fisionomias e expressões e palavras de meus pais; seus conselhos, carinhos e afagos; também dos amigos; colegas de infância; companheiros de adolescência; meus Mestres; os momentos que antecederam minha decisão em sair mundo afora à procura da conquista de meu diploma de Advogado, embora tivesse de pagar um preço muito alto em troca da realização de meu sonho: romper os vínculos do convívio com a família e assim fazendo, deixar para trás o " meu mundo " !
Todavia, trouxe comigo em minha reduzida mala, em minha bagagem: meus livros preferidos; minha fé; a carta de nomeação por ter sido aprovado em primeiro lugar no concurso para o Banco do Estado do Rio Grande do Sul, à época, - ( 1958 ) - podendo por isso escolher a Agência que eu quisesse dentro do meu amado Rio Grande, e uma caixinha de charutos, cheirando a talco, contendo 39 botões, envoltos em uma flanela, já defendendo as cores alvi-rubras do BANGU ! ( 12 de Maio de 1958 ).
Pratico o jogo de botões há 52 anos ! ( Desde 28 de fevereiro de 1950 ) ! Claro que ocorreram alterações nas regras, atualizações, adequações, " modismos " ... mas a sensação inigualável e o sabor doce do gol, - ( quando a bola balança as redes dos adversários ), - ( e o sabor muito amargo quando balançam as redes que defendo ), permanecem os mesmos...
As buscas incessantes do gol durante aqueles breves 30 minutos; as armações das jogadas que o cérebro cria e a mão obedece... ah ! estas ainda se mantém !
Mudaram os botões... seus tamanhos, suas cores, sua altura... vieram outros nomes; eu mudei ! ?Entramos em outra época... mas o que hoje denomino de " hobby ", disfarça em mim esta paixão, sentimento enraizado em mim, que faz de cada partida uma nova emoção, pois não existem partidas iguais... todas tem suas nuances; suas peculiaridades... seus lances... suas individualidades !
Por isso, a vida me outorgou muitos troféus, taças, medalhas, títulos, cartões de prata; rótulos e " referenduns " ... flâmulas e fotos, umas posadas, outras não !
Mas de todos os troféus, um em especial é o meu preferido ! Êles em sua quase totalidade atestam e relembram vitórias ! Outros são creditados à generosidade e à bondade de amigos muito pessoais e especiais ! Condecorações, etc ...
Já o melhor troféu é uma dádiva de Deus ! Ah ! O Futebol de Mesa, com sua
regra atual que nos obriga a pensar, compara-se ao xadrez; nos condiciona colocarmos " em campo " o que temos de melhor em matéria de botões... foi assim que surgiram os inesquecíveis e históricos botões, que lembram os craques do passado...
Meus botões são partes integrantes de minha vida ! Com êles, e por êles, criaram-se e se sedimentaram laços de amizades eternas !
Nasceram grandes amigos, fraternos companheiros do meu dia a dia ! Pinço em minha lembrança tres deles, nomes que busquei no Arquivo do meu " Bem-Querer " ! Neles encontram-se sintetizadas a quase totalidade das qualidades dos demais, - ( sem demérito algum desta enorme e incontável legião de amigos ) : JÚLIO COSTA, PAULO MESQUITA e LUÍS PEDDE.
Pessoas assim, são únicas na fauna do Universo de meus Amigos; bem como o PAULO BORGES, o FAUSTO BORGES, o OSCAR VARGAS, o VANDERLEI ALMEIDA, verdadeiras e insubstituíveis colunas, vigas mestras erguidas nos pilares do tempo, que deram e dão sustentação à história do " botão ", com suas vivências, suas histórias e suas participaões verdadeiras em inesquecíveis partidas de " futebol de botão "; promoções e iniciativas, assim como todos os demais ... incontáveis, com suas peculiaridades e individualidades...
E o meu folclórico e eterno enquanto eu viva: BANGU - R J , os mulatinhos rosados de " Moça Bonita ".
RAZÃO E SENSIBILIDADE -
O botonista, todo êle, possui e se mantém em torno do equilíbrio da dualidade : Razão e Sensibilidade !
A Razão: é ditada pelo dimensionamento do conhecimento da regra como um todo; regra esta a que me refiro, do jogo de botões e sua prática usual, e que limita, define, ultima, orienta e preceitua sobre conceitos e procedimentos basilares a serem obedecidos, naqueles trinta minutos que por vezes e quase sempre, escrevem e influenciam na história de nossas próprias vidas !
Uma partida de botões, tem em seu colorido vai-vem, suave e inconteste magia que me acelera o coração, e que por vezes me adoça os lábios ou amarga o meu dia !
Tudo isto na dependência direta do resultado de um jogo ! Na dependência do desempenho de um botão em um lance isolado... um gol fantástico ( ! ) - que faz surgir o " berro ", uma manifestação saudável do " ego " ... ou uma falha primária... seguida por vezes de um palavrão que ajuda a minimizar por vezes o sentimento que a derrota traz !
A Sensibilidade : dita, valora, influi e determina... : o jeito, a força, a direção, o impulso dado ao botão, que saindo de sua inércia, e impulsionado em restrita e severa obediência à ordem emanada do cérebro para o braço, e trabalhada e exercida pela mão, elabora a jogada, o lance, de ataque ou defesa, que muitas vezes é a resultante da materialização de um enfoque decisivo com reflexos no placar de uma partida, de um campeonato, de um título !!!
A sensibilidade poderá exteriorizar-se em serenidade ou ira; tornando o botonista equilibrado, prudente ou irascível; levando-o algumas vezes a não admitir e tentar negar as evidências... levando-o a proceder com leviandade passível de censura, à trapaça, ou até mesmo fazer de si próprio um falso juízo ( quando isto lhe convém ), fazendo-o ser um sério candidato a receber o troféu " gato de porcelana " , com dedicatória impressa. Ou por vezes termos de limpar da mesa e do ambiente: espinhos.
Mas... a experiência, só se colhe vivenciando, vivendo a vida com os botões, pelos botões, para os botões...polindo-os, dando-lhes nomes referenciais; programando-se para os jogos; antevendo com antecedência os adversários referidos no " carnet " ; escalando com zelo os melhores botões da caixinha para disputar os próximos jogos; comprando e adquirindo novos " craques " sem limites de tempo ou de preço... pois esses momentos são mágicos, eis que o coração acelera, e a aquisição se faz !
Ficaram então: a experiência, as amizades, o companheirismo; o apreço pelos botoes que possuo ( hoje em torno de 300, - pouco mais... ) - Botões que manejo e que mostro com um enorme orgulho e porque não dizer : vaidade, ( ! ) com uma mescla de sentimento de posse, propriedade e " exibicionismo ", natos em mim... que me permitem afirmar que não existe uma partida de futebol de mesa igual à outra !
O botão em si, como matéria que é, não possui vida própria ! Possui beleza externa, que a matéria lhe outorga, e suas cores são múltiplas, seus matizes, suas dimensões, altura, espessura, diâmetro e peso ! Um botão é único em todo o Universo ! Exclusivo ! Inexiste outro igual !
Todavia, costumo ( por ser hábito antigo ), dar-lhes nomes próprios, pelos quais são chamados , identificando-os, individualizando-os, personalizando-os !
Os nomes de Chantily, Algodão, Gasparzinho, Esquerdinha, Braguinha, Xodó, Mel e Xexéu são símbolos de épocas distintas, diversas; - antigas - passadas e dias atuais !
Mas dentre todos sobressaem os botões símbolos do Bangu: Zizinho, Zózimo, e Cabralzinho, Bonzo, Turcão, Mário Tito, Fidélis, Aladim, Pavão, Matheus, Navarone, Leônidas... Jorge Black, Algodão, Gasparzinho, Joel, e Alpadrino !
Agradeço a Deus também por isso ! Por ter prolongado meus dias , e permitido com sua Bondade Infinita, que eu possa conviver saudavelmente em dezenas de mesas onde se praticam o jogo de botões... ( convidado ) que são às minhas " carpetas ", como carinhosamente as denomino !
Ter disponibilidade de tempo para participar de torneios, campeonatos, " abertos ", é uma imperiosidade que a vida nos impõe !
A renovação, representada por uma sequenciada e sempre atualizada aquisição de " botões " craques, faz parte do que chamo e denomino : " Show da Vida "!
Mas... apesar de saber conviver respeitosamente com a derrota, não sei perder ! Não aprendi perder, pois considero-me um vitorioso ! Muito embora saiba que as derrotas, todas elas tem sua causa, e são lições muito amargas, ... tive e tenho dificuldade enorme de aprende-las !
SER OU NÃO SER CAMPEÃO, EIS A QUESTÃO
O título de um Campeonato, nada mais é, ou deveria ser, do que o reconhecimento e o coroamento de um esforço.
A Taça, ou o Troféu, é único ! Sua beleza, tamanho, qualidade e referenciais são muito pessoais, individuais e únicos !
A equiparação, a análise, a diagramação, entre erros e acertos, sempre prevalecerá em um Campeão, e seus acertos que se sobrepõem sempre ao demérito de seus erros, falhas, omissões ou " mancadas ", farão a diferença !
O Título é um prêmio ! Um júbilo ! É o coroamento e o reconhecimento de uma sequência de momentos, procedimentos e atitudes !
Até mesmo uma resultante da urbanidade, da sociabilidade, da experiência, do devotamento e da dedicação pessoais; até mesmo na escalação de determinado atleta em determinada posição ( sabendo-se e aqui - " en passant " - que determinados " Botões " não se adaptam e por isso, não tem o mesmo rendimento na mesa de jogo em dias de chuva, ou dias frios ou quentes... sendo por isso influenciados em seus desempenhos pela temperatura ambiente, ou situações climatéricas ( ou meteorológicas ) provenientes do tempo !
O Título é nada mais nada menos, que uma soma aritmética dos números de jogos vencidos e pontos ganhos, no cotejo com os pontos perdidos ao longo da competição ! Parece simples !
Mas ... convém que se registre aqui, por um preito de gratidão e uma reverência que muitos grandes e inesquecíveis botonistas, devem em parte seus títulos e seus destaques, ao trabalho, à arte, à dedicação, ao esmero, ao interesse, ao talento de mãos hábeis de um amigo " torneiro " !
E aqui novamente, reverencio em destaque, especialmente, FERNANDO de Sapucaia ! Sua simplicidade cativa ! Sua amizade, dedicação, singeleza e grandeza de coração e de propósitos !
A espontaneidade de seu gesto ! A gratificação que exterioriza e que cativa a gente, ao constatar o reconhecimento e alegria verdadeiras do botonista que lhe encomendou " os botões " ... que faz, cria ou reforma ! A segurança de seu trabalho !
A presteza ! O talento nato ! Com sua enorme pitada de humildade, que lhe faz ser um companheiro e amigo diferenciado !
Quando habitualmente lhe digo, em lugares e momentos os mais diversos: - Fernando ! Eu gostaria de ter um botão assim, com estas dimensões !
- Sua caneta corre no papel em branco, com suas anotações... e no próximo reencontro ali está, ali estão os novos integrantes da delegação do Bangu, tal como projetado ( s ) !
Sua remuneração é prazerosa, ela se dilui na mistura do encantamento pela admiração da perfeição da aquisição que acaba de vir enriquecer e reforçar o " plantel " banguense; na procura e busca incessante das nuances de suas cores vivas e novas; cada " Botão " que me chega às mãos dessa forma, aumenta em mim esta vontade de viver cercado de botões e de amigos que a êles se dedicam, cujos vínculos e liames tem seus cordões umbilicais no mundo mágico e tão meu conhecido dos " Botões " de todos os tipos, cores, tamanhos, preços, alturas, matizes, e camadas, e com eles a evocação de tantas lembranças... algumas que inspiram lendas de tão antigas... outras atuais, reais, hilariantes, mas cada qual com suas individualidades e procedências de datas, pessoas e lugares... e todas vivenciadas por mim !
Ah ! O referencial dele, é um " goleiro " que me fez, com 18 ( dezoito ) lâminas sobrepostas de 18 ( dezoito ) cores !!! Outro referencial ? - Um percentual de 85 % do meu " time " atual... que foram torneados com muito carinho e sem pressa, ali em sua Oficina...em Sapucaia... com uma pitada inerente a cada qual: todos possuem um toque de carinho e habilidade e talento !
São frutos preciosos de sua sensibilidade ! São únicos em todo o universo !
REMINISCÊNCIAS: Coisas, formas, fatos e lugares
Já vi e já encontrei, em dezenas de mesas, Botões feios, mas eficientes !
O mais feio deles, chamava-se, chama-se FEIO ! Integra o plantel do " Velez " - leia-se Ricardo Bernardes... pois constatei tratar-se de um craque renomado, pela precisão de sua impulsão !
O que equivale a dizer que, nem sempre beleza, é indicativo de qualidade !
O tempo dos " puxadores " passou !
Eram literalmente galalites arredondados que serviam para puxar gavetas de armários e similares...
Aquele tempo de arrumarmos botões, lixando-os nas lages de nossos pátios, está longe !
Arrumando-lhes as caídas, ( gráus ) no ôlho, com pedaços de vidros provenientes de vidraças quebradas... bah ! Quanto tempo ! ?
As giletes que sorrateiramente cortavam os botões dos casacões de nossas tias...
Os botões " caveiras " de quatro furos simétricos; os botões " janelas ", que possuíam dois pequenos quadrados postados em simetria, lado a lado, em cima deles ! Botões maravilhosos para a época ! Testemunhas ? Vanderlei Almeida; Jurandir Rodrigues; Luís Pedde; Oscar Vargas...
Concluo estas digressões, agradecendo a todos voces, pela tolerância para comigo !
Por esta leitura cansativa !
Temos elos de união eternos enquanto vivamos ! Indissolúveis enquanto os preservamos no lugar que temos de melhor em nossos corações !
DIZEM QUE OS BEIJA-FLORES SÃO NOSSOS SONHOS QUE SE TRANSFORMARAM EM PÁSSAROS !
DIZ O POETA QUE SOMENTE AQUILO QUE VERDADEIRAMENTE AMAMOS SE IDENTIFICAM CONOSCO E COM NOSSA MANEIRA DE SER !
Ora, vejam só ! Presentes bem vivas em mim, as imagens das paisagens de minha terra, Uruguaiana... e daquela caixinha de botões envolta em talco, que tinha em seu bojo, escondidas na flanela, as sementes de meu futuro, e que germinaram, me proporcionando ser um Advogado Criminal, ( para entender a psiquê do ser humano e tentar reabilitá-lo ) - e que me permitiram conservar e aprimorar este bem querer, amor extremado pelos " Botões ", terapia ocupacional que me prolonga a vida, encanta meus dias, e me agraciaram com esta legião de amigos, todos voces !!
Um tríplice abraço, prolongado àqueles que sempre tiveram e terão abraços receptivos e acolhedores para me darem !
Aos jovens, aos moços que aí estão, saibam que voces são os elos desta corrente imensa de botonistas, que transcenderá o tempo e nos impulsionará através dele em direção ao Infinito !
Mas, jamais descurem de valorarem e aprimorarem vossa sensibilidade, ela é inata em vós ! Valorem sempre vossa RAZÂO, pois vosso discernimento e livre arbítrio são presentes de Deus !
SER BOTONISTA É UM ESTADO DE ESPÍRITO
Ali no quadrilátero retangular de madeira costumamos projetar sonhos; pretensões, anseios, quimeras, visualismos, realizações pessoais. Materializamos projetos; enfeixamos em um determinado " Botão " a expressão maior de nossa habilidade; de nossa paixão; de nossa promoção pessoal ! Ele, o " Botão ", para nós, é ídolo !.
Quando, ao faturarmos um gol legítimo, lindo, raro, rompemos o silêncio e a introspecção que o jogo em si, a disputa em si,, nos impõe, e por vezes então , com um soco no ar, chegamos ao extremo de uma vibração maior, no limite de nossa emoção, de nossa paixão, de nossa sensibilidade, que aflora também no limite de nossas cordas vocais, por vezes com os olhos úmidos, ante aquele " gol " , - conquista extrema e valiosa, ( ! ) - esperada e obtida !
Então, a inércia da bolinha branca, aninhada nas redes de nosso adversário... seu silêncio, e o balanço das redes pelo impacto da bola, como resultante do chute vigoroso de nosso goleador... - aciona em nosso universo anímico, uma eclosão mágica de vibração, e como que acautelamento; sensação esta de vigor e bem estar, um nomento de prazer e felicidade rara... tão nossa conhecida, mas só desfrutada e valorada por quem vive um momento assim... reservado pelos " deuses " aos botonistas que não hesitam em repartir uma boa facção de seus dias, e de suas vidas, dedicados ao " jogo de botões "!
Estes momentos que se sucedem, tão nossos conhecidos, serão eternos enquanto vivamos ! Enquanto tivermos ao alcance da mão: um time de botões... polidos; numerados, elencados, treinados, escalados, e uma bolinha branca para ser acionada, compelida em rumos os mais variados en cima da mesa, durante trinta minutos valiosos de nosso dia, em submissão a um " carnet " , ou a uma escala de um campeonato ou torneio na defesa de nossas cores ! São momentos eternos enquanto vivermos, para nós todos ! Somos uma legião !
O suave balanço da rede adversária, após um chute de nosso atacante, a visão, a constatação desse lance uma vez consumado, vale mais do que aplausos prolongados de uma multidão !
O Botão, viverá em mim enquanto eu viva ! E tiver dispondo de minha lucidez! Senhor de meus atos e de minha vontade ! Dono de meus caprichos e de eleitor exigente de meus botões, que compõe o meu complemento, eis que eles, todos eles com os quais eu jogo e disputo os jogos, são partes integrantes de mim, são um prolongamento de mim mesmo !
Quão gratificante sempre será o entrechoque de botões em uma mesa ! Galalites e acrílicos, num desfile de cores, formas e tamanhos !
Jamais um impulso em um botão, será ou terá sido um gesto mecânico, ou ocasional meu !
Ele, o botão impulsionado, que sai de sua inércia, e ocupa um lugar na mesa, obedece uma determinação de meu cérebro e o comando de minha mão !
Há 53 anos participo de partidas, nos mais variados rincões de meu Estado !
Meus botões já ocuparam e ocupam sempre um lugar de destaque, especial, e protegidos em uma caixinha ou em um estojo, quais pérolas raras, que por mim valorados, viajam envoltos em flanelas e veludos adredemente preparados para protegê-los !
As vitórias ? Elas são doces ! Elas tem o sabor do mel da flor de laranjeira ! Elas despertam e acionam em mim, as cores do arco-íris, quando relembradas, quase todas , em detalhes !
Isto me faz admitir, quão maravilhoso é o nosso cérebro... eis que arquivadas em minha memória, lembranças fantásticas de fantásticas vitórias !
Claro que, seus autores, meus botões, tornaram-se " pequenos " , se comparados com as medidas modernas, adotada por meus contemporâneos !
Chantily ! Fafá ! Cirylo ! Esquerdinha ! Pitanga ! Douglas ! Jorge Black ! Kalucha ! Algodão ! Hoje são saudade ! Mas ... por um preito de gratidão encontram-se guardados no " Panteon dos Ídolos e dos Astros " ! Ah ! Bandeirinha... e Gasparzinho ali também se encontram !
Entre os enormes defeitos que detenho, um deles, entre os que conheço, encontra-se minha franqueza, sinceridade, e extremado senso crítico ...Sou transparente no que penso ! Não sou bajulador e não gosto de ser bajulado !
Mas os amigos são um presente de Deus !!!
Jogar futebol de botão é um lazer sadio !
A sorte, se existe, porque trata-se de um jogo, influencia muito pouco no resultado da partida... Mas existem lances que atribuimos ao " acaso " - decorrentes da umidade, da temperatura, da falta de preparo adequado do botão escalado... e mesmo como dizia o Nelson Rodrigues, atribuimos ao " Sobrenatural de Almeida " por serem inexplicáveis à luz da lógica !
Estas considerações, divagações e referenciais, foram elaboradas, todas, ditadas por meu coração ! Elas são verdadeiras ...
São reminiscências, que me foram solicitadas por um dos " incontáveis " companheiros, e ocasionalmente, " adversário ". Penso ter atendido seu pedido.
Pinto esta tela de minhas lembranças, com as cores de nossos botões !
A inércia deles, ( dos botões ) - ameaça contaminar esta crônica, fadada a ser esquecida no tempo, e ficar e permanecer inerte, no arquivo de um jornal ! ...
Mas ... sei de forma e maneira convicta, que ela, - esta crônica -, foi escrita e dirigida para ti, que vives no mundo restrito do " circo dos botões " ... e uma vez
lida e entendida, entenderás por isso, tu que és portador de Razão e Sensibilidade, que te trazem e acendem em ti : paixões sadias e emoções não medidas, mas que tem o condão de acelerar o teu coração e que te exigem postura !
E no instante mágico em que isto ocorrer, lembrarás de mim, onde quer que eu esteja, em qualquer dimensão em que eu for enviado... saibas que se eu tiver oportunidade de falar com Deus, pedirei, exigirei Dele que me seja dada a felicidade plena e suprema de ter comigo, no céu, um time de botões, uma mesa, uma bolinha e um adversário com as qualidades, e a grandeza e pureza de espírito do JÚLIO COSTA, do PAULO MESQUITA e do LUÍS PEDDE ! Ah ! Quase esqueço de dizer... Mas... ainda há tempo. Ainda há espaço.
O meu melhor troféu, o meu troféu preferido, são os meus filhos, ( filhas, e netas ) em especial, o " Santa Cruz " - muiti-campeão, comandado pelo meu filho Eduardo Orci, em várias contendas, amigo e companheiro fiel que já me proporcionou muitas alegrias... coroadas com seu " bi-campeonato estadual " nas competiçoes individuais no Estado do Rio Grande do Sul.
Relembro, também, ao qual, tres dias depois que nasceu - ( 1973 ), - ao chegar em casa, lhe dei uma " caixinha de charutos " Swerdick - vazia, com cerca de 40 botões, com os quais - ( alguns ) - ainda joga hoje, todos de galalite, ( eternos ), e consegui transmitir a ele, o " vírus " do gosto extremado pelo " jogo de botões ".
Os cabelos brancos que já lhe adornam a fronte de Advogado Trabalhista, são as testemunhas eloquentes e presenciais da verdade e da autenticidade do que aqui se encontra por nim mencionado...
Trechos de crônicas e textos de Miguel Orci - Advogado , Bancário aposentado, Poeta do futebol de Mesa e Decano dos Botonistas gauchos em atividade na cidade de Canoas e Estado do Rio Grande do Sul.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
SOLUÇÕES NO FUTEBOL DE MESA
SOLUÇÕES NO FUTEBOL DE MESA
O departamento de futebol de mesa do Ypiranga começou a preocupar-se com um assunto: treinamento, e resolveu chamar a equipe Disney para ajudar...

Muito se comenta no futebol de mesa que a qualificação vem do treinamento repetitivo dos lances e jogadas. Então voce deveria treinar os chutes a gol diversas vezes e em diversas posições em suas mesas, no clube ou em casa.
Como o futebol de mesa é praticado por todas as idades, nos deparamos com o seguinte problema, os botonistas de maior idade tem que se abaixar inúmeras vezes nesta prática, para a gurizada não há problema, mas para os mais avançados em idade a coluna começa a reclamar.
É dor para todo lado, não há coluna que resista depois de certo tempo.
Discutimos entre os colegas botonistas que tipo de dispositivo seria útil nesta situação.

E surgiu a seguinte idéia:
Vamos bloquear a bolinha no campo para treinar!
E foi criado o dispositivo de treino de chutes a gol, o " PEGABOL"
Siga o passo a passo da montagem do dispositivo, solução fácil, de fácil confecção, que pode ser resolvida em casa.

1. Inicialmente faça quatro furos com broca número 8 nas laterais de seu campo, junto a parte do fosso, atrás das goleiras.
2. Instale neles buchas de fibra com rosca, adquiridas em ferragens, prepare parafusos de rosca sem fim com borboletas para fixação de duas hastes de madeira, que vão suporta as redes.
3. Prepare duas redes de filó com altura de 20 cm e na largura da mesa, que serão fixadas nas hastes de madeira, furadas na base para encaixe no parafuso.

4. As hastes serão encaixadas nas laterais e com as borboletas serão ajustadas para ficarem na posição de treino ou abaixadas nas situações de jogos normais.
O departamento de futebol de mesa do Ypiranga começou a preocupar-se com um assunto: treinamento, e resolveu chamar a equipe Disney para ajudar...

Muito se comenta no futebol de mesa que a qualificação vem do treinamento repetitivo dos lances e jogadas. Então voce deveria treinar os chutes a gol diversas vezes e em diversas posições em suas mesas, no clube ou em casa.
Como o futebol de mesa é praticado por todas as idades, nos deparamos com o seguinte problema, os botonistas de maior idade tem que se abaixar inúmeras vezes nesta prática, para a gurizada não há problema, mas para os mais avançados em idade a coluna começa a reclamar.
É dor para todo lado, não há coluna que resista depois de certo tempo.
Discutimos entre os colegas botonistas que tipo de dispositivo seria útil nesta situação.

E surgiu a seguinte idéia:
Vamos bloquear a bolinha no campo para treinar!
E foi criado o dispositivo de treino de chutes a gol, o " PEGABOL"
Siga o passo a passo da montagem do dispositivo, solução fácil, de fácil confecção, que pode ser resolvida em casa.
1. Inicialmente faça quatro furos com broca número 8 nas laterais de seu campo, junto a parte do fosso, atrás das goleiras.
2. Instale neles buchas de fibra com rosca, adquiridas em ferragens, prepare parafusos de rosca sem fim com borboletas para fixação de duas hastes de madeira, que vão suporta as redes.
3. Prepare duas redes de filó com altura de 20 cm e na largura da mesa, que serão fixadas nas hastes de madeira, furadas na base para encaixe no parafuso.
4. As hastes serão encaixadas nas laterais e com as borboletas serão ajustadas para ficarem na posição de treino ou abaixadas nas situações de jogos normais.
E VAMOS A GOL !!!
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Enciclopédia do Enio Seibert
A GRANDE AVENTURA
Date: Sun, 18 Sep 2011 07:53:18 -0300
A GRANDE AVENTURA
Homenagem à Divisão de Futebol de Mesa do C.R. Vasco da Gama, comandada pelo botonista Marcelo Lages, talvez o maior departamento do Brasil em diversidade de regras botonísticas. É certo também que o simpático Clube de São Januário no Rio de Janeiro, só poderia ter esta grandiosidade graças ao apoio total do Presidente Roberto Dinamite, o ex-centro avante de futebol camisa número 9, logicamente, todo de galalite branco com uma faixa atravessada em preto, com o escudo clássico da caravela cruz-maltina, pois esta é a imagem gravada em nossa memória nos quase 1.000 gols marcados por aquele botão nos estádios gramados e campos de mesas de madeira de futebol de botão, nos anos dourados da nossa juventude.
Não é por acaso que o Vasco da Gama, o Clube, se chama Vasco da Gama. Vasco da Gama, a pessoa, foi talvez o maior herói português. É, por assim dizer, o protagonista de " Os Lusíadas " , de Camões. Também não por acaso.
A viagem de Vasco da Gama para descobrir o famoso caminho marítimo das Índias foi uma das aventuras mais dramáticas e façanhosas da história da humanidade.
Durante dois anos, no fim do século 15, Vasco atravessou meio mundo (mesmo): contornou a África de leste a oeste, passou o temido Bojador, enfrentou todo o gênero de perigos e chegou a Calicute com um navio a menos (eram quatro) e metade dos seus homens (eram 170).. Os que sobraram estavam em condições precárias, a maioria vitimada pelo escorbuto, com as juntas inchadas, as gengivas putrefatas e os dentes moles na boca. Para sorte dos portugueses, um sultão amigo os acolheu, ofereceu-lhes laranjas frescas e eles puderam repor a vitamina C de que precisavam para se curar.
Mas nem todos os sultões foram amistosos. Quando Vasco da Gama apresentou aos indianos as mercadorias que havia trazido para trocar pelos seus valiosos temperos, as tais especiarias, os indianos rolaram de tanto rir. Eram capuzes, miçangas, azeite, bacias, bugigangas inúteis que encantavam os índios americanos, mas que nada valiam nas terras muito mais desenvolvidas do Oriente. Por pouco, os portugueses não foram chacinados ali mesmo. Como não passavam de homens aos andrajos, o sultão permitiu que eles esmolassem nas ruas para sobreviver. Foi o que fizeram, humilhados. Conseguiram fazer algumas trocas, amealharam alguns sacos de pimenta, cravo e canela e partiram o mais rápido que puderam.
Quando a expedição voltou para Portugal, restavam pouco mais de 50 homens. Até o irmão de Vasco da Gama morreu no fim da aventura. Mas ele se consagrou, virou "don" e preparou seu retorno à India em situação diferente. Bem diferente: antes de se reapresentar às autoridades indianas, agora comandando 20 naus, capturou 50 pescadores, estripou-os, decepou-lhes as mãos e os pés e os enviou a Calicute com o recado de que gostaria imensamente de abrir comércio com os indianos, sugerindo que, caso não fosse atendido, muitos outros pés e mãos se separariam de seus donos. Os indianos, que não queriam ficar longe de seus pés e das suas mãos, ponderaram a respeito e aceitaram a proposta portuguesa.
Li certa feita uma descrição de Vasco da Gama aos 37 anos de idade. Diziam que ele tinha " aparência terrível ", com um grande nariz acoplado no meio do rosto sempre sério, uma bocarra ameaçadora rasgando a barba negra e hirsuta, e olhos penetrantes que metiam medo no interlocutor. Vasco da Gama era conhecido por sua arrogância e crueldade. Um dia, durante o interrogatório de um prisioneiro, derramou-lhe azeite fervente na barriga para obter algumas informações. Obteve-as.
Vasco da Gama estava acostumado a conseguir o que queria. Um clube com esse nome merece respeito.
Nota: A homengem/dedicatória postada na manchete e constante no início do texto foi introduzida pelo colaborador Enio Seibert. E-mail: enioseibert@hotmail.com
Transcrição de crônica do jornalista David Coimbra, editor de esportes do jornal Zero Hora de Porto Alegre - RS , publicada em 17-09-2011.
Date: Sun, 18 Sep 2011 07:53:18 -0300
A GRANDE AVENTURA
Homenagem à Divisão de Futebol de Mesa do C.R. Vasco da Gama, comandada pelo botonista Marcelo Lages, talvez o maior departamento do Brasil em diversidade de regras botonísticas. É certo também que o simpático Clube de São Januário no Rio de Janeiro, só poderia ter esta grandiosidade graças ao apoio total do Presidente Roberto Dinamite, o ex-centro avante de futebol camisa número 9, logicamente, todo de galalite branco com uma faixa atravessada em preto, com o escudo clássico da caravela cruz-maltina, pois esta é a imagem gravada em nossa memória nos quase 1.000 gols marcados por aquele botão nos estádios gramados e campos de mesas de madeira de futebol de botão, nos anos dourados da nossa juventude.
Não é por acaso que o Vasco da Gama, o Clube, se chama Vasco da Gama. Vasco da Gama, a pessoa, foi talvez o maior herói português. É, por assim dizer, o protagonista de " Os Lusíadas " , de Camões. Também não por acaso.
A viagem de Vasco da Gama para descobrir o famoso caminho marítimo das Índias foi uma das aventuras mais dramáticas e façanhosas da história da humanidade.
Durante dois anos, no fim do século 15, Vasco atravessou meio mundo (mesmo): contornou a África de leste a oeste, passou o temido Bojador, enfrentou todo o gênero de perigos e chegou a Calicute com um navio a menos (eram quatro) e metade dos seus homens (eram 170).. Os que sobraram estavam em condições precárias, a maioria vitimada pelo escorbuto, com as juntas inchadas, as gengivas putrefatas e os dentes moles na boca. Para sorte dos portugueses, um sultão amigo os acolheu, ofereceu-lhes laranjas frescas e eles puderam repor a vitamina C de que precisavam para se curar.
Mas nem todos os sultões foram amistosos. Quando Vasco da Gama apresentou aos indianos as mercadorias que havia trazido para trocar pelos seus valiosos temperos, as tais especiarias, os indianos rolaram de tanto rir. Eram capuzes, miçangas, azeite, bacias, bugigangas inúteis que encantavam os índios americanos, mas que nada valiam nas terras muito mais desenvolvidas do Oriente. Por pouco, os portugueses não foram chacinados ali mesmo. Como não passavam de homens aos andrajos, o sultão permitiu que eles esmolassem nas ruas para sobreviver. Foi o que fizeram, humilhados. Conseguiram fazer algumas trocas, amealharam alguns sacos de pimenta, cravo e canela e partiram o mais rápido que puderam.
Quando a expedição voltou para Portugal, restavam pouco mais de 50 homens. Até o irmão de Vasco da Gama morreu no fim da aventura. Mas ele se consagrou, virou "don" e preparou seu retorno à India em situação diferente. Bem diferente: antes de se reapresentar às autoridades indianas, agora comandando 20 naus, capturou 50 pescadores, estripou-os, decepou-lhes as mãos e os pés e os enviou a Calicute com o recado de que gostaria imensamente de abrir comércio com os indianos, sugerindo que, caso não fosse atendido, muitos outros pés e mãos se separariam de seus donos. Os indianos, que não queriam ficar longe de seus pés e das suas mãos, ponderaram a respeito e aceitaram a proposta portuguesa.
Li certa feita uma descrição de Vasco da Gama aos 37 anos de idade. Diziam que ele tinha " aparência terrível ", com um grande nariz acoplado no meio do rosto sempre sério, uma bocarra ameaçadora rasgando a barba negra e hirsuta, e olhos penetrantes que metiam medo no interlocutor. Vasco da Gama era conhecido por sua arrogância e crueldade. Um dia, durante o interrogatório de um prisioneiro, derramou-lhe azeite fervente na barriga para obter algumas informações. Obteve-as.
Vasco da Gama estava acostumado a conseguir o que queria. Um clube com esse nome merece respeito.
Nota: A homengem/dedicatória postada na manchete e constante no início do texto foi introduzida pelo colaborador Enio Seibert. E-mail: enioseibert@hotmail.com
Transcrição de crônica do jornalista David Coimbra, editor de esportes do jornal Zero Hora de Porto Alegre - RS , publicada em 17-09-2011.
Enciclopédia do Enio Seibert
O Vasco e meu time de botão
Date: Thu, 15 Sep 2011 18:10:46 -0300
O VASCO E MEU TIME DE BOTÃO
A primeira lembrança que tenho do futebol quando criança foi meu time de botão, anterior aos de caixinha com botões padronizados e coloridos, era mesmo botão puxador de gaveta, Minha vó tinha um armário com duas gavetonas em baixo. Foi lá que tirei meus dois zagueirões, altos, fortes, lixados para não levantar a bola ( que era um botãozinho branco de camisa ) e para impedir a simples passagem de quem fosse atacar. O goleiro era uma caixa de fósforo com preguinho dentro para dar peso; fica de pé e acompanha a direção do ataque. Às vezes fazia defesas empolgantes, outras vezes se distraía.
A nossa cultura futebolística era da Rádio Nacional, do Rio, e meu time de botão era o Vasco da Gama, talvez o melhor Vasco que já existiu: Barbosa; Augusto e Wilson; Eli , Danilo Alvim e Jorge; Friaça, Maneca, Ademir Menezes, Jair da Rosa Pinto e Chico. Tanto que não substituia ninguém, eram sempre os mesmos heróis.
Talvez por isso quase me emocionei no sábado com a volta do Vasco da Gama à Primeira Divisão. Verdade que venceu na raspa o bom Juventude em campo. Estádio cheio, torcida entusiasmada, uma festa programada e justa. O time de Ivo Wortmann sustentou bem o jogo, perdeu o mesmo na raspa. Mas o Vasco estava lá, vibrante e feliz, outra vez em seu lugar no futebol brasileiro.
Até parecia meu time de botão, se eu soubesse onde foi que o deixei na minha adolescência.
Crônica publicada no jornal Zero Hora de Porto Alegre - RS, coluna Gol de Letra do comentarista da RBS - Rede Globo, Ruy Carlos Ostermann.
Date: Thu, 15 Sep 2011 18:10:46 -0300
O VASCO E MEU TIME DE BOTÃO
A primeira lembrança que tenho do futebol quando criança foi meu time de botão, anterior aos de caixinha com botões padronizados e coloridos, era mesmo botão puxador de gaveta, Minha vó tinha um armário com duas gavetonas em baixo. Foi lá que tirei meus dois zagueirões, altos, fortes, lixados para não levantar a bola ( que era um botãozinho branco de camisa ) e para impedir a simples passagem de quem fosse atacar. O goleiro era uma caixa de fósforo com preguinho dentro para dar peso; fica de pé e acompanha a direção do ataque. Às vezes fazia defesas empolgantes, outras vezes se distraía.
A nossa cultura futebolística era da Rádio Nacional, do Rio, e meu time de botão era o Vasco da Gama, talvez o melhor Vasco que já existiu: Barbosa; Augusto e Wilson; Eli , Danilo Alvim e Jorge; Friaça, Maneca, Ademir Menezes, Jair da Rosa Pinto e Chico. Tanto que não substituia ninguém, eram sempre os mesmos heróis.
Talvez por isso quase me emocionei no sábado com a volta do Vasco da Gama à Primeira Divisão. Verdade que venceu na raspa o bom Juventude em campo. Estádio cheio, torcida entusiasmada, uma festa programada e justa. O time de Ivo Wortmann sustentou bem o jogo, perdeu o mesmo na raspa. Mas o Vasco estava lá, vibrante e feliz, outra vez em seu lugar no futebol brasileiro.
Até parecia meu time de botão, se eu soubesse onde foi que o deixei na minha adolescência.
Crônica publicada no jornal Zero Hora de Porto Alegre - RS, coluna Gol de Letra do comentarista da RBS - Rede Globo, Ruy Carlos Ostermann.
Enciclopédia do Enio Seibert
Os Botões do L.F.Veríssimo
Date: Thu, 15 Sep 2011 17:43:04 -0300
OS BOTÕES
BOM ERA O FUTEBOL DE BOTÃO. VOCÊ PODIA TER QUEM QUISESSE NO SEU TIME, SEM LIMITAÇÕES NÃO SÓ DE VERBAS COMO DE TEMPO E LÓGICA.
Di Stéfano fazia dupla com Zizinho, Stanley Matthews cruzava bolas para Leônidas, e nadaimpedia você de ir buscar talento fora do futebol: Albert Einstein de centro-médio, por que não ? Só não tive o Pelé no meu time, entre Tesourinha e o Heleno de Freitas, porque quando o Pelé começou a aparecer eu já não jogava botão.. Como seria o meu time de botão, hoje ? Castilho, Djalma Santos, Muhamad Ali, Desailly e Nilton Santos; Diderot, Dunga e Redondo,; Charlie Parker, Pelé e Puskas...
Nunca mais se e teve a mesma possibilidade de comandar a realidade como num time de botão. A imaginação era livre,, claro. Em pensamento comiam-se mulheres e viviam-se glórias impossíveis. Mas no futebol de botão o mundo estava ali, sob os seus dedos, para ser organizado como você o queria.. Só um romancista teria o mesmo domínio sobre seus personagens como voce escalando seu time de botão.. No fim éramos isso, ficcionistas inventando tramas e manipulando vidas en cima da mesa, onde o Ademir recebia passes do Puskas e você era o senhor de pelo menos 11 destinos. Isso quando não jogava sozinho, pois aí era o Deus da Criação.
Me lembrei do meu time de botão quando li que o Chico Buarque e o Edu Lobo tinham se rejuntado para fazer um musical com texto e direção da Adriana e do João Falcão.. Está aí, pensei, se eu fosse fazer um musical brasileiro de mesa seriam justamente esses os nomes que poria nos meus botões.
Não dá para imaginar combinação mais infalível, um time mais de sonho.. Cruyff, Platini, Maradona e Ronaldinho Nazário com o joelho bom - só que neste caso são todos de verdade !
Crônica publicada no jornal Zero Hora, de Porto Alegre - RS. por Luís Fernando Veríssimo, em setembro de 2000.
Date: Thu, 15 Sep 2011 17:43:04 -0300
OS BOTÕES
BOM ERA O FUTEBOL DE BOTÃO. VOCÊ PODIA TER QUEM QUISESSE NO SEU TIME, SEM LIMITAÇÕES NÃO SÓ DE VERBAS COMO DE TEMPO E LÓGICA.
Di Stéfano fazia dupla com Zizinho, Stanley Matthews cruzava bolas para Leônidas, e nadaimpedia você de ir buscar talento fora do futebol: Albert Einstein de centro-médio, por que não ? Só não tive o Pelé no meu time, entre Tesourinha e o Heleno de Freitas, porque quando o Pelé começou a aparecer eu já não jogava botão.. Como seria o meu time de botão, hoje ? Castilho, Djalma Santos, Muhamad Ali, Desailly e Nilton Santos; Diderot, Dunga e Redondo,; Charlie Parker, Pelé e Puskas...
Nunca mais se e teve a mesma possibilidade de comandar a realidade como num time de botão. A imaginação era livre,, claro. Em pensamento comiam-se mulheres e viviam-se glórias impossíveis. Mas no futebol de botão o mundo estava ali, sob os seus dedos, para ser organizado como você o queria.. Só um romancista teria o mesmo domínio sobre seus personagens como voce escalando seu time de botão.. No fim éramos isso, ficcionistas inventando tramas e manipulando vidas en cima da mesa, onde o Ademir recebia passes do Puskas e você era o senhor de pelo menos 11 destinos. Isso quando não jogava sozinho, pois aí era o Deus da Criação.
Me lembrei do meu time de botão quando li que o Chico Buarque e o Edu Lobo tinham se rejuntado para fazer um musical com texto e direção da Adriana e do João Falcão.. Está aí, pensei, se eu fosse fazer um musical brasileiro de mesa seriam justamente esses os nomes que poria nos meus botões.
Não dá para imaginar combinação mais infalível, um time mais de sonho.. Cruyff, Platini, Maradona e Ronaldinho Nazário com o joelho bom - só que neste caso são todos de verdade !
Crônica publicada no jornal Zero Hora, de Porto Alegre - RS. por Luís Fernando Veríssimo, em setembro de 2000.
Enciclopédia do Enio Seibert
Caros leitores, estamos dando continuidade as crônicas publicadas pelo Enio Seibert, uma verdadeira enciclopédia do Futebol de Mesa, talvez no futuro ele decida publicá-las em um livro, mas por enquanto vamos aproveitar para ler suas histórias.
ENTREVISTA DE CHICO BUARQUE AO PASQUIM
Jaguar - Você lançou na Itália o futebol de botão, ou já existia lá ?
Chico Buarque - Eu tentei, mas não consegui, porque eles têm um futebol de botão, mas é muito diferente, é muito chato. Eu tentei impor o nosso e eles queriam impor o deles, aí não deu pé.
Fortuna - Como é que é o futebol de botão lá ? É futebol de fecho éclair ?
Chico Buarque - Não, é com botão mesmo, mas é com peteleco, as bolas são quadradas, são dadinhos. Eu acho o futebol de botão uma coisa muito bacana e a melhor maneira de se jogar é fazer a coisa mais parecida com o futebol de verdade, isso é uma discussão velha e tal, mas lá é a coisa mais diferente. O pessoal dizia: não, mas assim é mais técnico. No nosso futebol os jogadores têm nome, camisa, a bola é redonda, no futebol que a gente joga no Rio.
Na Bahia já é diferente, me mandaram uma vez o regulamento deles, é um outro jogo.
Fortuna - Você pode explicar como é o futebol de botão baiano ?
Chico Buarque - Eles foram de uma gentileza muito grande comigo, me convidaram para ir à federação deles e me deram um jogo de times, mas eu não consegui me adaptar. É completamente diferente. Eu acho que eles têm a unha dura porque são uns botões muito grandes e em vez de palheta eles usam a unha. É um negócio que só joga um de cada vez. Eles explicaram que isso é mais técnico, que é muito mais fácil do que ficar controlando a bola, mas, sei lá, eu não gostei. Agora eu vou estudar esse negócio de novo porque é uma matéria muito séria.
Sérgio - No campeonato de botão que vocês faziam o negócio chegou a um aprimoramento ?
Chico Buarque - Eu faço questão de dizer que eu fui campeão.
Sérgio - Quem participava mais ?
Chico Buarque - Três do MPB 4 , Hugo Carvana, Cláudio Marzo, Eli Halfun, um primo meu, um vizinho do Aquiles do MPB 4 , o cunhado do Magro do MPB 4, eram doze pessoas., e eu fui campeão.
Sérgio - Parabéns. Agora eu sei que vocês chegaram a um negócio muito sofisticado do ponto de vista de regras e estatutos, tinha lei de passe e uma moeda especial. Como é que era ?
Chico Buarque - Isso acabou não sendo desenvolvido porque eu fiz uma excursão com o meu clube, o Politheama, e não deu tempo de organizar toda a coisa. Talvez agora dê, vamos ver. Aliás, por uma questão de honestidade, eu não fui campeão do campeonato, eu fui campeão do torneio início. O primeiro campeonato nunca chegou a ser realizado. Em breve vai ser e nós daremos notícia para o PASQUIM.
Matéria remetida pelo colaborador Enio Seibert. Transcrição parcial de reportagem do jornal O PASQUIM postada na Internet. Email: enioseibert@hotmail.com
CHICO BUARQUE - OS BOTÕES E OS AMIGOS
Chico Buarque relata em suas crônicas romanas durante o exílio na Itália, no final da década de 60 e início dos anos 70 que durante a sua adolescência em São Paulo, costumava assistir a quase todos os grandes jogos de futebol realizados no Pacaembu, devido a proximidade da casa da família com o Estádio e a grande paixão que passava a nutrir por aquele esporte.
Um dos maiores ídolos de todos os tempos conheceu naquele período e chamava-se Pagão, centro-avante titular e que chegara ao Santos Futebol Clube, antes de Pelé, e que formaria nos anos seguintes uma das maiores duplas de atacantes do futebol brasileiro.
A admiração de Chico Buarque pelo estilo de jogo e técnica aprimorada de Pagão, no comando do ataque santista era tão profunda que Chico quando fundou seu time de futebol com os amigos para jogarem no seu sítio no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, atuava sempre com a camisa 9 do Politheama e assinava a súmula do jogo com o codinome “Pagão “, do mesmo modo como gostava de ser chamado pelos companheiros de equipe.
Numa certa ocasião, a equipe do Politheama excursionou a Santos para uma apresentação beneficente de futebol quando pode concretizar um dos seus grandes sonhos. Conhecer e conversar demoradamente com o seu ídolo “ Pagão “, e realizar uma troca de camisetas de nºs. 9, entre as duas equipes, guardando cuidadosamente, na maleta, a camiseta do companheiro de tabelinhas e jogadas de cinema de Pelé, no Santos F.C.
No time do Politheama de futebol de botão, Pagão será certamente o botão branco de galalite, titular da camisa no. 9 , pela eternidade, formando no ataque do seu super esquadrão, com outro ídolo de sua adolescência, o ponteiro camisa 11 Canhoteiro, que costuma dizer, “ só Chico Buarque viu jogar “. Canhoteiro, também deve ser outro botão eternizado como titular do Politheama porque o ponteiro era uma versão canhota do grande Mané Garrincha do Botafogo do Rio de Janeiro, só não se consagrando na Seleção Brasileira por ser contemporâneo de Pepe e Zagalo, os dois ponteiros bi-campeões mundiais de futebol.
Além das partidas de futebol de campo e futebol society, realizadas com outros artistas, músicos e companheiros do Politheama nos campos do sítio, Chico Buarque também curtia realizar confrontos de futebol de botão com os parceiros amigos Vinicius de Morais, Chico Anysio, Toquinho, Osmar Prado ( do teatro e novelas da Globo ), e os companheiros inseparáveis do Grupo MPB 4, em especial, todos fanáticos por um bom jogo de futebol de botão.
Osmar Prado contou-nos em visita realizada no departamento de futebol de botão de mesa do Internacional, no Ginásio Gigantinho, que, na falta ou extravio de bolinhas esféricas de feltro para competição na hora dos jogos,os próprios botonistas, a partir de retalhos de camadas de feltros, devidamente costuradas à mão, improvisavam e confeccionavam novas bolinhas, artesanalmente, para o bom andamento dos jogos e os campeonatos não sofrerem solução de continuidade.
Não ficavam muito perfeitas, como as bolas oficiais industrializadas, mas os torneios podiam continuar dia e noite.
Uma outra história, contada pelo próprio Chico Buarque. Jogavam um campeonato de futebol de botão Chico Anysio, Vinicius de Morais e Chico. Como sabem todos os botonistas, o Politheama tem um hino composto pelo seu presidente e acionista majoritário ( Chico Buarque ) que costuma cantá-lo ou, ao menos, assobiar sua melodia, durante seus jogos, cuja musicalidade contagiante transfere-se para todo o ambiente de competição, penetrando nos ouvidos do árbitro Vinicius de Morais que também começa a assobiá-la ao ritmo do hino.
Chico Anysio que, além de jogador e técnico da sua equipe, também costuma narrar os jogos, suspende repentinamente a narração vibrante que vinha fazendo para reclamar ao adversário e à mesa de controle da Liga, a falta de isenção do juiz da partida, Vinicius de Morais e a sua escancarada torcida pela equipe adversária, pois assobiava junto com o técnico Chico Buarque o hino do Politheama.
Matéria elaborada com base em diversos depoimentos extraídos e postados na Internet, bem como em textos publicados na imprensa brasileira.
Chico Buarque de Holanda e os botões
"Tostão me perguntou meses atrás, aqui mesmo em Paris, se o futebol do Denilson lembrava o Canhoteiro (ponta-esquerda do São Paulo que só eu vi jogar, na década de 50). Vinda de quem vinha, aquela pergunta me paralisou. Fiquei postado na praça, sem raciocínio, olhando para o Tostão. Se bem que, quando topamos um craque de bola no meio da rua, vestido à paisana, andando como a gente anda, falando como a gente fala, nós, amadores, sempre nos atrapalhamos. Viramos idiotas.
Certa vez fui apresentado a um antigo centromédio do Santos, o Formiga. Depois de um breve diálogo, o assunto esgotado, sem saber por que continuei a encará-lo. O silêncio se prolongava, incômodo, e ainda encasquetei de colocar a mão no ombro do Formiga. Com o polegar, comecei a pressionar de leve a sua clavícula, e me lembro que ele ficou um pouco vermelho. Então me dei conta de que, pela primeira vez na vida, conversava pessoalmente com um botão.
Formiga tinha sido um dos meus melhores botões, apesar de meio oval, um botão de galalite, vermelho. Na minha mesa, Tostão não chegou a ser botão. Eu já era bem crescido quando ele apareceu, e fica um pouco ridículo fazer botão de um jogador mais novo que você. Botões, para a garotada daquele tempo, eram venerados como ícones, beijados, polidos com flanela, concentrados em caixa de charuto e inegociáveis. Pois bem, vi o Tostão deslizar nos gramados e, sem querer desmerecê-lo, era mesmo um homem com braços e pernas. Nem por isso há de nascer um centroavante que se lhe compare, como nunca haverá ponta-esquerda semelhante ao Canhoteiro que só eu vi jogar.
Desde já discordo de quem, concordando comigo, sustenta que o futebol era muito mais bonito no passado. Ao contrário de nós mortais, que éramos todos mais bonitos no passado, os craques do passado são ainda melhores hoje. Penduraram as chuteiras, mas na permanente edição da nossa memória vão produzindo novos lances memoráveis. Posso vê-los sempre de uniforme, uniformes diferentes uns dos outros, num vestiário com o teto cheio de chuteiras penduradas. Reúnem-se em torno do técnico, ouvem a preleção em silêncio, mas não prestam muita atenção. Dispensam alongamentos, entram em campo e já começam a jogar. Não dão entrevistas. Não fazem cera, não atrasam a bola, não cobram lateral, não ficam na barreira, faz cada qual o que lhe dá na telha. E no entanto exibem um belo conjunto, mantendo-se invictos há anos e anos, mesmo porque contra eles não há quem se atreva a jogar.
Me vendo de boca aberta, naquela tarde gelada, o Tostão não fazia idéia dos gols que continua a marcar dentro da minha cabeça. "Ele te lembra o Canhoteiro?", perguntava o Tostão, e de cinco em cinco minutos a pergunta me rebate no ouvido como um gongo, enquanto vejo o Brasil jogar no Stade de France, sem Denilson. Há o grande Rivaldo, seu estilo de ema, há o nosso Ronaldinho, de quem tudo o que se diz não basta, e há um oco. Sim, a ausência do Denilson agora me lembra exatamente o Canhoteiro, cuja camisa Zagallo usurpou na Copa de 58, privando o planeta de ver o que só eu via. Estamos no segundo tempo, Brasil e Escócia um a um, e já me pergunto se, barrando o Denilson, Zagallo não pretende barrar o Canhoteiro de novo, 40 anos depois. Maldade minha, claro, pois eis que o Denilson entra em campo, recebe a bola rente à lateral esquerda, passa zunindo por dois escoceses e toca para o meio, de calcanhar. A jogada foi bem em frente à minha cadeira, permitindo-me ver até o branco dos olhos do Denilson, e não direi o que se passou naquele instante com a fisionomia dele. Não direi de quem era a figura que vi num relance, vestindo a camisa 19, porque nem eu próprio acredito nessas coisas. Mas alguma coisa os escoceses também viram, e ali se assombraram, e se atarantaram, e perderam a pouca cor que têm, e bateram cabeças entre si e fizeram um gol contra. É um garoto, o Denilson, e imagino o que será seu futebol daqui a mais ou menos 30 anos, quando estarei abarrotado de memórias. Seu drible na corrida, calculo que possa chegar a algo como a velocidade do TGV Paris-Nantes, embora jamais à do Canhoteiro. Babando de antemão, me vejo a lembrar o Denilson adiantando a bola na medida certa, feito isca, para surrupiá-la do bico do pé do beque. Verei o Denilson em nova arrancada, como quem corre num parque, e a bola que corre serelepe ao seu lado, quase latindo. Verei o Denilson desviando a bola sem tocá-la, talvez com um assobio - ele tem boca de assobiador. Verei o molejo dele, trançando as pernas diante do próximo adversário, e, de repente hei de ver o drible de corpo. O drible de corpo é quando o corpo tem presença de espírito. Se eu fosse menino, faria do Denilson um senhor botão. De tampa de relógio, acho. Babando de antemão, me vejo a lembrar o Denilson adiantando a bola na medida certa, feito isca, para surrupiá-la do pé do beque."
Certa vez fui apresentado a um antigo centromédio do Santos, o Formiga. Depois de um breve diálogo, o assunto esgotado, sem saber por que continuei a encará-lo. O silêncio se prolongava, incômodo, e ainda encasquetei de colocar a mão no ombro do Formiga. Com o polegar, comecei a pressionar de leve a sua clavícula, e me lembro que ele ficou um pouco vermelho. Então me dei conta de que, pela primeira vez na vida, conversava pessoalmente com um botão.
Formiga tinha sido um dos meus melhores botões, apesar de meio oval, um botão de galalite, vermelho. Na minha mesa, Tostão não chegou a ser botão. Eu já era bem crescido quando ele apareceu, e fica um pouco ridículo fazer botão de um jogador mais novo que você. Botões, para a garotada daquele tempo, eram venerados como ícones, beijados, polidos com flanela, concentrados em caixa de charuto e inegociáveis. Pois bem, vi o Tostão deslizar nos gramados e, sem querer desmerecê-lo, era mesmo um homem com braços e pernas. Nem por isso há de nascer um centroavante que se lhe compare, como nunca haverá ponta-esquerda semelhante ao Canhoteiro que só eu vi jogar.
Desde já discordo de quem, concordando comigo, sustenta que o futebol era muito mais bonito no passado. Ao contrário de nós mortais, que éramos todos mais bonitos no passado, os craques do passado são ainda melhores hoje. Penduraram as chuteiras, mas na permanente edição da nossa memória vão produzindo novos lances memoráveis. Posso vê-los sempre de uniforme, uniformes diferentes uns dos outros, num vestiário com o teto cheio de chuteiras penduradas. Reúnem-se em torno do técnico, ouvem a preleção em silêncio, mas não prestam muita atenção. Dispensam alongamentos, entram em campo e já começam a jogar. Não dão entrevistas. Não fazem cera, não atrasam a bola, não cobram lateral, não ficam na barreira, faz cada qual o que lhe dá na telha. E no entanto exibem um belo conjunto, mantendo-se invictos há anos e anos, mesmo porque contra eles não há quem se atreva a jogar.
Me vendo de boca aberta, naquela tarde gelada, o Tostão não fazia idéia dos gols que continua a marcar dentro da minha cabeça. "Ele te lembra o Canhoteiro?", perguntava o Tostão, e de cinco em cinco minutos a pergunta me rebate no ouvido como um gongo, enquanto vejo o Brasil jogar no Stade de France, sem Denilson. Há o grande Rivaldo, seu estilo de ema, há o nosso Ronaldinho, de quem tudo o que se diz não basta, e há um oco. Sim, a ausência do Denilson agora me lembra exatamente o Canhoteiro, cuja camisa Zagallo usurpou na Copa de 58, privando o planeta de ver o que só eu via. Estamos no segundo tempo, Brasil e Escócia um a um, e já me pergunto se, barrando o Denilson, Zagallo não pretende barrar o Canhoteiro de novo, 40 anos depois. Maldade minha, claro, pois eis que o Denilson entra em campo, recebe a bola rente à lateral esquerda, passa zunindo por dois escoceses e toca para o meio, de calcanhar. A jogada foi bem em frente à minha cadeira, permitindo-me ver até o branco dos olhos do Denilson, e não direi o que se passou naquele instante com a fisionomia dele. Não direi de quem era a figura que vi num relance, vestindo a camisa 19, porque nem eu próprio acredito nessas coisas. Mas alguma coisa os escoceses também viram, e ali se assombraram, e se atarantaram, e perderam a pouca cor que têm, e bateram cabeças entre si e fizeram um gol contra. É um garoto, o Denilson, e imagino o que será seu futebol daqui a mais ou menos 30 anos, quando estarei abarrotado de memórias. Seu drible na corrida, calculo que possa chegar a algo como a velocidade do TGV Paris-Nantes, embora jamais à do Canhoteiro. Babando de antemão, me vejo a lembrar o Denilson adiantando a bola na medida certa, feito isca, para surrupiá-la do bico do pé do beque. Verei o Denilson em nova arrancada, como quem corre num parque, e a bola que corre serelepe ao seu lado, quase latindo. Verei o Denilson desviando a bola sem tocá-la, talvez com um assobio - ele tem boca de assobiador. Verei o molejo dele, trançando as pernas diante do próximo adversário, e, de repente hei de ver o drible de corpo. O drible de corpo é quando o corpo tem presença de espírito. Se eu fosse menino, faria do Denilson um senhor botão. De tampa de relógio, acho. Babando de antemão, me vejo a lembrar o Denilson adiantando a bola na medida certa, feito isca, para surrupiá-la do pé do beque."
Chico Buarque de Hollanda
Outra reportagem de Chico publicada no jornal O Pasquim
ENTREVISTA DE CHICO BUARQUE AO PASQUIM
Jaguar - Você lançou na Itália o futebol de botão, ou já existia lá ?
Chico Buarque - Eu tentei, mas não consegui, porque eles têm um futebol de botão, mas é muito diferente, é muito chato. Eu tentei impor o nosso e eles queriam impor o deles, aí não deu pé.
Fortuna - Como é que é o futebol de botão lá ? É futebol de fecho éclair ?
Chico Buarque - Não, é com botão mesmo, mas é com peteleco, as bolas são quadradas, são dadinhos. Eu acho o futebol de botão uma coisa muito bacana e a melhor maneira de se jogar é fazer a coisa mais parecida com o futebol de verdade, isso é uma discussão velha e tal, mas lá é a coisa mais diferente. O pessoal dizia: não, mas assim é mais técnico. No nosso futebol os jogadores têm nome, camisa, a bola é redonda, no futebol que a gente joga no Rio.
Na Bahia já é diferente, me mandaram uma vez o regulamento deles, é um outro jogo.
Fortuna - Você pode explicar como é o futebol de botão baiano ?
Chico Buarque - Eles foram de uma gentileza muito grande comigo, me convidaram para ir à federação deles e me deram um jogo de times, mas eu não consegui me adaptar. É completamente diferente. Eu acho que eles têm a unha dura porque são uns botões muito grandes e em vez de palheta eles usam a unha. É um negócio que só joga um de cada vez. Eles explicaram que isso é mais técnico, que é muito mais fácil do que ficar controlando a bola, mas, sei lá, eu não gostei. Agora eu vou estudar esse negócio de novo porque é uma matéria muito séria.
Sérgio - No campeonato de botão que vocês faziam o negócio chegou a um aprimoramento ?
Chico Buarque - Eu faço questão de dizer que eu fui campeão.
Sérgio - Quem participava mais ?
Chico Buarque - Três do MPB 4 , Hugo Carvana, Cláudio Marzo, Eli Halfun, um primo meu, um vizinho do Aquiles do MPB 4 , o cunhado do Magro do MPB 4, eram doze pessoas., e eu fui campeão.
Sérgio - Parabéns. Agora eu sei que vocês chegaram a um negócio muito sofisticado do ponto de vista de regras e estatutos, tinha lei de passe e uma moeda especial. Como é que era ?
Chico Buarque - Isso acabou não sendo desenvolvido porque eu fiz uma excursão com o meu clube, o Politheama, e não deu tempo de organizar toda a coisa. Talvez agora dê, vamos ver. Aliás, por uma questão de honestidade, eu não fui campeão do campeonato, eu fui campeão do torneio início. O primeiro campeonato nunca chegou a ser realizado. Em breve vai ser e nós daremos notícia para o PASQUIM.
Matéria remetida pelo colaborador Enio Seibert. Transcrição parcial de reportagem do jornal O PASQUIM postada na Internet. Email: enioseibert@hotmail.com
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Campeonato de Inverno - regra gaúcha
Jogo inicial do quadrangular final do campeonato de inverno:
Renner (Enio) x Cruzeiro MG (Carlos)
video comentado na regra gaúcha
Terminou em um empate em um gol.
Renner (Enio) x Cruzeiro MG (Carlos)
video comentado na regra gaúcha
Terminou em um empate em um gol.
domingo, 11 de setembro de 2011
Videos comentados da regra unificada
Continuamos a mostrar videos comentados sobre a regra unificada. Estamos preparando uma revisão completa das demonstrações desta regra , a seguir mostraremos a regra gaúcha e outras.
Convidamos os amigos a sugerirem opiniões a respeito deste formato de demonstrações.
Convidamos os amigos a sugerirem opiniões a respeito deste formato de demonstrações.
As origens do futebol de mesa 2
Revirando o baú, encontrei o livrinho da Federação Riograndense de Futebol de Mesa, fundada em 1961 por Lenine Macedo de Souza, editado em 1967. O presente fundava a regra brasileira unificada ou regra universal de futebol de mesa, que na verdade é a regra gaúcha.
E ainda, encontrei o livrinho de normas tecnicas da regra brasileira unificada publicada em 1982 por Enio Seibert.
Estes fazem parte de nosso acervo historico.
VISITAS
Esteve nos visitando neste sabado, 10.09.2011, o sr. Moacir, carioca , praticante da regra 12 toques com bola de feltro, representando o Futebol de mesa do Fluminense Futebol de clube. Ele nos apresentou a regra dos 12 toques e pode receber instrucoes na regra unificada.
| ESQ-DIR/ Ricardo, Paulo, Moacir,Enio e Canabarro |
Participamos com ele em torneios na regra dos 12 toques e em seguida na regra unificada. Para nos foi bastante estranho jogar com uma bola esferica, inusitada experiencia, mas interessante, particularmente eu achei que a bola ia subir demais com qualquer forca, quando para minha surpresa, nao, dificilmente ela levantava com os meus galalites.
Em um quadrangular inicial na regra dos 12 toques , adivinhem quem foi o primeiro colocado, sim, o Enio , o cara e matador, e jogando com seu time de galalite. Segundo ele nossa regra pode ser jogada com qualquer bolinha, vamos experimentar.
Isto nos mostra que e possivel o futebol de mesa ser praticado em qualquer regra, basta somente conhece-la e praticar. A habilidade esta sim e que e o diferencial.
E Vamos a Gol !
RESUMO DA REGRA UNIFICADA
RESUMO DA REGRA UNIFICADA DE FUTEBOL DE MESA
Regra Unificada é a sistemática do jogo praticada por técnico de Futebol de Mesa que consiste basicamente em uma jogada para cada equipe, exceto nos lances de bola em jogo no qual for utilizado o dispositivo do passe (quando serão dois lances) e nos demais casos de dois lances previstos no presente Regulamento.
PASSE é o ato da bola arremessada por um botão vir a bater em outro jogador da mesma equipe, diretamente, não sendo a bola interceptada por jogador adversário.
JOGADAS DE UM LANCE: TIRO DE META - COBRANÇA DE IMPEDIMENTO - FALTA TÉCNICA - LATERAL CAVAD0 - ESCANTEIO CAVADO - INFRAÇÃO DIRETA (FALTA OU TOQUE NO CAMPO DE ATAQUE) - MÃO DO TÉCNICO DA EQUIPE E JOGADAS NORMAIS (SEM OCORRÊNCIA DO PASSE).
JOGADAS DE DOIS LANCES: ESCANTEIO CEDIDO (COM VALIDADE DE GOL) - LATERAL CEDIDO (SEM VALIDADE DE GOL) - INFRAÇÃO INDIRETA (COM VALIDADE DE GOL) - JOGADAS COM OCORRÊNCIA DO PASSE - iNIÍCIO DE PARTIDA E RECOMEÇO DE JOGO, APÓS CADA GOL.
DETALHES TÉCNICOS DA SISTEMÁTICA DE JOGO:
Quando utilizado o dispositivo do passe, para efeito de validade do arremesso ao arco com a finalidade de gol, é indispensável que a bola e o botão recebedor do passe estejam posicionados, no momento do lançamento da bola, totalmente, no campo de ataque, exceto no caso de cobrança de infração indireta (falta ou toque) quando poderá acontecer o lançamento da bola do campo de defesa para o campo de ataque.
O escanteio cedido será cobrado em dois lances, sendo o primeiro para realizar o passe para jogador posicionado em campo de ataque (ou simples lançamento da bola para o interior da grande área do adversário, não podendo a bola estacionar sobre a linha demarcatória ou ser interceptada por defensor) e o segundo lance para arremesso ao arco, podendo também cavar novo escanteio ou lateral, neste lance.
A cobrança do escanteio cavado é feita através de um lance direto,valendo gol se for arremessada direta ou rebatida em qualquer jogador postado no campo do infrator, não sendo válido cavar lateral nem novo escanteio.
Impedimento é o lance em que um ou mais jogadores de uma equipe ficarem postados, em campo adversário, tendo à frente apenas o goleiro adversário (somente quando estiver com o corpo totalmente à frente do adversário) e a bola ultrapassar totalmente a linha do último botão defensor, colocado no seu campo defensivo e com a bola permanecendo em jogo dentro do campo.
Será assinalado impedimento somente quando a bola partir do campo de defesa para o ataque e a bola alcançar ou parar no campo em que se encontra o atacante faltoso, estando a bola em condições de jogo e o jogadorestiver mais próximo da linha de fundo que qualquer de seus adversários, exceto o goleiro.
DETALHES TÉCNICOS IMPORTANTES:
Dimensões médias da mesa de jogo:1,80 metros x 1,40 metros
Campo de jogo: 1,60 metros x 1,20 metros
Dimensões máximas da mesa de jogo: 2,00 metros x 1,50 metros
Campo de jogo: 1,80 metros x 1,35 metros
Tempo de duração da partida: 20 x 20 minutos
Dimensões das goleiras: 13 cm x 4 cm
Dimensões dos goleiros: 6 cm de diâmetro x 3 cm de altura
Dimensões dos botões: 3 cm de diâmetro (no mínimo)
Dimensões dos botões: 5 cm de diâmetro (no máximo).
REGRA UNIFICADA - UMA PROPOSTA CONCRETA DE UNIFICAÇÃO DAS REGRAS DE FUTEBOL DE MESA NO BRASIL.
Matéria enviada pelo colaborador Enio Seibert - Principal mentor e coordenador da Regra Unificada de Futebol de Mesa - Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil - enioseibert@hotmail.com
| arquivo histórico 1 |
Regra Unificada é a sistemática do jogo praticada por técnico de Futebol de Mesa que consiste basicamente em uma jogada para cada equipe, exceto nos lances de bola em jogo no qual for utilizado o dispositivo do passe (quando serão dois lances) e nos demais casos de dois lances previstos no presente Regulamento.
PASSE é o ato da bola arremessada por um botão vir a bater em outro jogador da mesma equipe, diretamente, não sendo a bola interceptada por jogador adversário.
JOGADAS DE UM LANCE: TIRO DE META - COBRANÇA DE IMPEDIMENTO - FALTA TÉCNICA - LATERAL CAVAD0 - ESCANTEIO CAVADO - INFRAÇÃO DIRETA (FALTA OU TOQUE NO CAMPO DE ATAQUE) - MÃO DO TÉCNICO DA EQUIPE E JOGADAS NORMAIS (SEM OCORRÊNCIA DO PASSE).
JOGADAS DE DOIS LANCES: ESCANTEIO CEDIDO (COM VALIDADE DE GOL) - LATERAL CEDIDO (SEM VALIDADE DE GOL) - INFRAÇÃO INDIRETA (COM VALIDADE DE GOL) - JOGADAS COM OCORRÊNCIA DO PASSE - iNIÍCIO DE PARTIDA E RECOMEÇO DE JOGO, APÓS CADA GOL.
| arquivo histórico 2 |
| arquivo histórico 3 |
DETALHES TÉCNICOS DA SISTEMÁTICA DE JOGO:
Quando utilizado o dispositivo do passe, para efeito de validade do arremesso ao arco com a finalidade de gol, é indispensável que a bola e o botão recebedor do passe estejam posicionados, no momento do lançamento da bola, totalmente, no campo de ataque, exceto no caso de cobrança de infração indireta (falta ou toque) quando poderá acontecer o lançamento da bola do campo de defesa para o campo de ataque.
O escanteio cedido será cobrado em dois lances, sendo o primeiro para realizar o passe para jogador posicionado em campo de ataque (ou simples lançamento da bola para o interior da grande área do adversário, não podendo a bola estacionar sobre a linha demarcatória ou ser interceptada por defensor) e o segundo lance para arremesso ao arco, podendo também cavar novo escanteio ou lateral, neste lance.
A cobrança do escanteio cavado é feita através de um lance direto,valendo gol se for arremessada direta ou rebatida em qualquer jogador postado no campo do infrator, não sendo válido cavar lateral nem novo escanteio.
Impedimento é o lance em que um ou mais jogadores de uma equipe ficarem postados, em campo adversário, tendo à frente apenas o goleiro adversário (somente quando estiver com o corpo totalmente à frente do adversário) e a bola ultrapassar totalmente a linha do último botão defensor, colocado no seu campo defensivo e com a bola permanecendo em jogo dentro do campo.
Será assinalado impedimento somente quando a bola partir do campo de defesa para o ataque e a bola alcançar ou parar no campo em que se encontra o atacante faltoso, estando a bola em condições de jogo e o jogadorestiver mais próximo da linha de fundo que qualquer de seus adversários, exceto o goleiro.
DETALHES TÉCNICOS IMPORTANTES:
Dimensões médias da mesa de jogo:1,80 metros x 1,40 metros
Campo de jogo: 1,60 metros x 1,20 metros
Dimensões máximas da mesa de jogo: 2,00 metros x 1,50 metros
Campo de jogo: 1,80 metros x 1,35 metros
Tempo de duração da partida: 20 x 20 minutos
Dimensões das goleiras: 13 cm x 4 cm
Dimensões dos goleiros: 6 cm de diâmetro x 3 cm de altura
Dimensões dos botões: 3 cm de diâmetro (no mínimo)
Dimensões dos botões: 5 cm de diâmetro (no máximo).
REGRA UNIFICADA - UMA PROPOSTA CONCRETA DE UNIFICAÇÃO DAS REGRAS DE FUTEBOL DE MESA NO BRASIL.
Matéria enviada pelo colaborador Enio Seibert - Principal mentor e coordenador da Regra Unificada de Futebol de Mesa - Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil - enioseibert@hotmail.com
sábado, 10 de setembro de 2011
5a COPA PHENIX - HEXAGONAL FINAL
Teve inicio ontem a fase do hexagonal final da 5a Copa Phenix de Futebol de mesa do Ypiranga.
Os seis participantes são:
Enio Seibert - Fiorentina
Jorge Leão - Vitesse
Mariano Araujo - Gremio Santanense
Ricardo Lasevitch - Villareal
Genaro - Vitoria
Ze Francisco - Botafogo
Ocorreu a primeira rodada com os seguintes jogos:
Botafogo 2 x 0 Villareal
Vitesse 2 x 2 Botafogo
Villareal 3 x 1 Gemio Santanense
Os outros jogos não ocorreram pela ausência de alguns participantes, uns que avisaram não poderem por compromissos importantes e outros sem comunicar-se. Próxima rodada ocorrerá na quinta, dia 16.09.
Abraços aos amigos e Vamos a Gol!
Os seis participantes são:
Enio Seibert - Fiorentina
Jorge Leão - Vitesse
Mariano Araujo - Gremio Santanense
Ricardo Lasevitch - Villareal
Genaro - Vitoria
Ze Francisco - Botafogo
Ocorreu a primeira rodada com os seguintes jogos:
Botafogo 2 x 0 Villareal
Vitesse 2 x 2 Botafogo
Villareal 3 x 1 Gemio Santanense
Os outros jogos não ocorreram pela ausência de alguns participantes, uns que avisaram não poderem por compromissos importantes e outros sem comunicar-se. Próxima rodada ocorrerá na quinta, dia 16.09.
Abraços aos amigos e Vamos a Gol!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
ARQUIVO HISTÓRICO DO FUTEBOL DE MESA - 8o TEMPO
O COLECIONADOR DE GALALITES
Num belo dia zapeando na Internet, especialmente no site de buscas do Google, colocando em foco a palavra galalite, matéria plástica rara da maioria dos nossos botões de jogos, principalmente os botonistas mais antigos que sempre utilizaram êste material no Rio Grande do Sul, visualizo na telinha do computador, uma manchete-informação que me deixou estarrecido.
Dizia, explicitamente:
APOSENTADO DESCOBRE FÁBRICA DESATIVADA DE GALALITE NA ALEMANHA.
A minha primeira reação depois de quase cair da cadeira do computador foi " pensar com os meus botões ":Mas quem terá sido o felizardo sortudo que encontrou essa mina de ouro plastificada em forma de galalite ?
E agora, numa rápida reação depois do choque provocado por aquela manchete bombástica inserida no visor da telinha, leio o início da matéria e vejo uma foto estampada junto à matéria, ainda meio atônito, quase não consigo acreditar naquilo que meus olhos teimam em se manterem fixados e teimam em manterem visualizados. Aquela foto era de um cara conhecido, mais ainda, aquela foto colorida era minha, não era possível. Não conseguia acreditar, eu procurava informações de galalite e a reportagem apresentada mostrava a minha pessoa como descobridor de fábrica desativada de chapas de galalite na Europa/Alemanha ! ! ! Mas o que está acontecendo ? O computador enlouqueceu totalmente... Dizem que computador não erra, mas desta vez, está completamente equivocado !
Reprodução da matéria, na íntegra, publicada em 14-05-2009 na série " Colecionadores on line ".
As caixas cuidadosamente empilhadas na sala do apartamento onde mora, no Centro de Porto Alegre, indica que algo algo especial repousa ali dentro. Ao abri-las, o olhar do aposentado Enio Seibert, 64 anos na época, parece iluminar-se diante da coleção de botões para futebol de mesa.
Fanático pela modalidade há mais de 50 anos, o ex-comerciante tem 11 times no momento, mais de 150 ' atletas ". A camisa usada por êle revela que o grupo preferido é do Renner, o Papão de Pôrto Alegre na metade do século passado. Com os times, Enio já conquistou o Campeonato Estadual de 2009 com sua equipe e agora disputa o Campeonato Metropolitano. Cada equipe tem uma história, um motivo de ser escolhida.
O gosto pelo Futebol de Mesa começou na infância, em Cachoeira do Sul. Na época Enio tinha um número limitado de brinquedos e o futebol de botão estava no topo da preferência da gurizada. A prática virou paixão também na fase adulta, complementada pelo apreço por futebol que o leva a acompanhar resultados e partidas de jogos na TV de todos os campeonatos do mundo. O aposentado admite que o gôsto pelos botões, talvez, preencha a vontade não realizada de ser jogador de futebol.
Enio conta que cada peça, dependendo da raridade do material usado, pode custar até R$ 150,00. O botonista chegou a se tornar importador de galalite, uma espécie de plástico oriundo da caseína pura e insolúvel do leite, tratada com formol. êle encontrou um estoque de chapas de galalite numa fábrica desativada no interior da Alemanha.
Como teve de parar de jogar futebol de botão por alguns anos, devido à lancheria que mantinha no bairro Cidade Baixa, Enio hoje pratica todos os dias da semana no Clube Ypiranga, na capital. " É minha paixão, minha terapia e meu prazer ", resume o aposentado.
A verdade é que o repórter que produziu a matéria não entendeu direito a minha história ou enganou-se ao ouvir a gravação da entrevista porque eu nunca estive na Alemanha ou qualquer país da Europa, como a reportagem dá a entender, e muito menos ainda, encontrei depósito desativado de chapas de galalite, em lugar algum nêste mundo.
O que realmente aconteceu foram duas importações legalizadas de galalite da cidade do Pôrto - Portugal, depois de localizarmos esta empresa exportadora de chapas plásticas, dentre as quais o galalite que tratamos de importar todo o estoque. Logicamente, junto com outros micro empresários, principalmente, comerciantes de botões e torneiros/fabricantes de botões.
Ninguém ganhou muito dinheiro ou ficou rico com as importações que se sucederam nos anos seguintes à descoberta do depósito de chapas de galalite em Portugal ( que até hoje não descobrimos de onde era proveniente aquele estoque muito antigo de galalite de excelente qualidade, porque nem mesmo a proprietária da empresa sabia informar, apesar de lembrar-se vagamente de tratar-se de matérias plásticas provenientes de fábricas extintas ou desativadas na Alemanha ou Suiça.
Apenas e tão somente, as importações que aconteceram serviram para estabilizar os preços das fichas escassas e raras que ainda encontravam-se, esporádicamente, nos cassinos e jogos de carteados em clubes sociais que também eram de galalite, adicionadas às milhares de novas fichas cortadas das chapas importadas, as quais tiveram seus preços ( fichas e botões novos ) nivelados a um patamar acessível ao bolso da maioria dos botonistas gaúchos.
Matéria produzida pelo colaborador Enio Seibert - Email: enioseibert@hotmail.com
Num belo dia zapeando na Internet, especialmente no site de buscas do Google, colocando em foco a palavra galalite, matéria plástica rara da maioria dos nossos botões de jogos, principalmente os botonistas mais antigos que sempre utilizaram êste material no Rio Grande do Sul, visualizo na telinha do computador, uma manchete-informação que me deixou estarrecido.
Dizia, explicitamente:
APOSENTADO DESCOBRE FÁBRICA DESATIVADA DE GALALITE NA ALEMANHA.
A minha primeira reação depois de quase cair da cadeira do computador foi " pensar com os meus botões ":Mas quem terá sido o felizardo sortudo que encontrou essa mina de ouro plastificada em forma de galalite ?
E agora, numa rápida reação depois do choque provocado por aquela manchete bombástica inserida no visor da telinha, leio o início da matéria e vejo uma foto estampada junto à matéria, ainda meio atônito, quase não consigo acreditar naquilo que meus olhos teimam em se manterem fixados e teimam em manterem visualizados. Aquela foto era de um cara conhecido, mais ainda, aquela foto colorida era minha, não era possível. Não conseguia acreditar, eu procurava informações de galalite e a reportagem apresentada mostrava a minha pessoa como descobridor de fábrica desativada de chapas de galalite na Europa/Alemanha ! ! ! Mas o que está acontecendo ? O computador enlouqueceu totalmente... Dizem que computador não erra, mas desta vez, está completamente equivocado !
Reprodução da matéria, na íntegra, publicada em 14-05-2009 na série " Colecionadores on line ".
As caixas cuidadosamente empilhadas na sala do apartamento onde mora, no Centro de Porto Alegre, indica que algo algo especial repousa ali dentro. Ao abri-las, o olhar do aposentado Enio Seibert, 64 anos na época, parece iluminar-se diante da coleção de botões para futebol de mesa.
Fanático pela modalidade há mais de 50 anos, o ex-comerciante tem 11 times no momento, mais de 150 ' atletas ". A camisa usada por êle revela que o grupo preferido é do Renner, o Papão de Pôrto Alegre na metade do século passado. Com os times, Enio já conquistou o Campeonato Estadual de 2009 com sua equipe e agora disputa o Campeonato Metropolitano. Cada equipe tem uma história, um motivo de ser escolhida.
O gosto pelo Futebol de Mesa começou na infância, em Cachoeira do Sul. Na época Enio tinha um número limitado de brinquedos e o futebol de botão estava no topo da preferência da gurizada. A prática virou paixão também na fase adulta, complementada pelo apreço por futebol que o leva a acompanhar resultados e partidas de jogos na TV de todos os campeonatos do mundo. O aposentado admite que o gôsto pelos botões, talvez, preencha a vontade não realizada de ser jogador de futebol.
Enio conta que cada peça, dependendo da raridade do material usado, pode custar até R$ 150,00. O botonista chegou a se tornar importador de galalite, uma espécie de plástico oriundo da caseína pura e insolúvel do leite, tratada com formol. êle encontrou um estoque de chapas de galalite numa fábrica desativada no interior da Alemanha.
Como teve de parar de jogar futebol de botão por alguns anos, devido à lancheria que mantinha no bairro Cidade Baixa, Enio hoje pratica todos os dias da semana no Clube Ypiranga, na capital. " É minha paixão, minha terapia e meu prazer ", resume o aposentado.
A verdade é que o repórter que produziu a matéria não entendeu direito a minha história ou enganou-se ao ouvir a gravação da entrevista porque eu nunca estive na Alemanha ou qualquer país da Europa, como a reportagem dá a entender, e muito menos ainda, encontrei depósito desativado de chapas de galalite, em lugar algum nêste mundo.
O que realmente aconteceu foram duas importações legalizadas de galalite da cidade do Pôrto - Portugal, depois de localizarmos esta empresa exportadora de chapas plásticas, dentre as quais o galalite que tratamos de importar todo o estoque. Logicamente, junto com outros micro empresários, principalmente, comerciantes de botões e torneiros/fabricantes de botões.
Ninguém ganhou muito dinheiro ou ficou rico com as importações que se sucederam nos anos seguintes à descoberta do depósito de chapas de galalite em Portugal ( que até hoje não descobrimos de onde era proveniente aquele estoque muito antigo de galalite de excelente qualidade, porque nem mesmo a proprietária da empresa sabia informar, apesar de lembrar-se vagamente de tratar-se de matérias plásticas provenientes de fábricas extintas ou desativadas na Alemanha ou Suiça.
Apenas e tão somente, as importações que aconteceram serviram para estabilizar os preços das fichas escassas e raras que ainda encontravam-se, esporádicamente, nos cassinos e jogos de carteados em clubes sociais que também eram de galalite, adicionadas às milhares de novas fichas cortadas das chapas importadas, as quais tiveram seus preços ( fichas e botões novos ) nivelados a um patamar acessível ao bolso da maioria dos botonistas gaúchos.
Matéria produzida pelo colaborador Enio Seibert - Email: enioseibert@hotmail.com
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