A INVENÇÃO DO BOTÃO -
A INVENÇÃO DO BOTÃO - JOGO DE BOTÕES
ORIGENS
- A invenção do botão causou uma repulsa geral quando introduzido nas roupas femininas e masculinas. O que distinguia, no início do século 13 , as pessoas levianas das de juízo era o uso dos botões. Ousar colocar botões em um vestido, calção ou blusa era ser absolutamente despudorado. As roupas antes dos botões eram costuradas ao corpo ou presas por laços. Cada vez que um homem ou mulher precisava se despir, a roupa tinha que ser descosida e novamente costurada ao vestir. O uso dos botões facilitava o retirar e o vestir as roupas em qualquer lugar e a qualquer hora, e por isto eram tão mal visto pela sociedade conservadora.
Algumas décadas depois o uso do botão se desvencilhou dos preconceitos e passou não só a abotoar , mas também a ornamentar as roupas.
CASA NA LAPELA DOS PALETÓS - A casa na lapela dos paletós data da época em que o Príncipe Albert era noivo da Rainha Vitória, na Inglaterra. Conta a história que a a rainha ofereceu um pequeno ramalhete de suas flores preferidas ao consorte que sem saber onde colocá-las, tirou do bolso um canivete e abriu uma casa na lapela do paletó enfiando as flores para que o perfume o fizesse lembrar da mulher amada.
No dia seguinte todos os alfaiates londrinos recomendavam a seus clientes as lapelas com pequenas casas como um sinal de elegância e romantismo que permanece até os dias atuais ( noivos sempre usam uma flor na lapela ).
NAS MANGAS - Os botões que enfeitam as mangas dos paletós eram usados inicialmente no cotovelo para que desabotoados, facilitassem os movimentos de articulação dos braços nas batalhas, sem rasgar ou descosturar o tecido.
Foi Frederico, o Grande, quem bancou o estilista e mudou o lugar dos botões para o punho. Mas não imagine que a mudança era estética. Na verdade era u
ma punição. Os botões desceram para os punhos para evitar que os soldados continuassem limpando o nariz com a manga dos uniformes.
Matéria transcrita do Caderno Donna - jornal Zero Hora de Porto Alegre, remetida pelo colaborador Enio Seibert - enioseibert@hotmail.com

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