A Regra Unificada de Futebol de Mesa, além de poder ser praticada com qualquer das modalidades de bolas existentes no jogo de futebol de botão sem perda da qualidade técnica e emoção, também apresenta muitas jogadas semelhantes às de seu inspirador e modelo mundial, o nosso popular futebol de campo.
A famosa tabelinha (troca de passes entre dois jogadores), imortalizada nos gramados do mundo por Pelé e Coutinho, ou Pagão e Pelé (a primeira parceria), ou, ainda, Pelé e Toninho, numa terceira edição no Santos F.C. da Vila Belmiro, vem sendo reprisada há décadas nas mesas de futebol de botão de meu irmão Helio Seibert, em seus estádios na sua casa da Rua da República em Porto Alegre, e é uma das tantas jogadas similares ao futebol de verdade que podem ser reapresentadas numa partida no nosso emocionante futebol de mesa, praticado na Regra Unificada.
Cito esta jogada-tabelinha entre Pelé e Coutinho (ou Pagão, ou ainda, Toninho, os três mais famosos companheiros do Rei do Futebol no Santos F.C.), não só por ser uma das criações artísticas mais bonitas nos gramados do mundo, em todos os tempos, mas porque ela apresenta praticamente a mesma plasticidade visual nas mesas de futebol de botão quando reprisadas nas centenas de partidas disputadas, desde os anos 70 e 80 entre Santos, time do meu irmão, e o meu Palmeiras (super campeão paulista de 59) de Valdir Morais, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar, Geraldo Scotto, Zequinha, Enio Andrade, Chinesinho, Julinho Botelho, Romeiro, Américo Faria, Nardo e Geo.
Nas mesas do nosso futebol de sonhos, o botão Pelé continua um jovem de 20 anos, eterno goleador. O zagueiro lateral direito Djalma Santos e Julinho (este o jogador que deixou Garrincha no banco de reservas em pleno Maracanã no jogo desempate, posterior à Copa do Mundo de 1958 entre Brasil 2 x 0 Inglaterra), continuarão jogando eternamente pelos estádios brasileiros de madeira compensada de marfim, tão macios, lisos e seguros quanto às melhores gramas africanas importadas para os estádios Beira Rio, Nova Arena do Grêmio ou Morumbi.
O botão Julinho Botelho, do meu Palmeiras, naquela tarde de Seleção Brasileira, aproveitando sua natureza de plástico galalite, teve de se fazer de surdo ao ouvir os decibéis de uma vaia de quase 100 mil torcedores que preferiam assistir a mais um show de dribles de Mané Garrincha.
Acabou sendo aclamado o melhor jogador em campo (superando, inclusive, o artilheiro Pelé, que também estava lá), e saiu ovacionado calorosamente pela torcida. Mané Garrincha jogou apenas os 15 minutos finais, no lugar de Zagalo, na ponta esquerda, pois na ala direita o dono da bola e da tarde era o craque Julinho.
E dizer que o botão de galalite "café com leite" Pelé foi adquirido nas Lojas Cauduro da Capital gaucha por um palmeirense e, posteriormente, doado a um santista, simplesmente porque era reserva no plantel do Parque Antártica e tinha poucas chances de jogar(os técnicos-treinadores de futebol de botão de mesa também se enganam nas suas avaliações e preferências e quaisquer semelhanças com Felipão, Dunga e Mano Menezes são meras coincidências).
Outras jogadas semelhantes às praticadas no futebol de campo acontecem no futebol de mesa, como a regra do impedimento, quando o lançamento da bola ultrapassa o último defensor (geralmente zagueiro) de uma equipe e o atacante está posicionado além do defensor, tendo somente o goleiro à sua frente, como no futebol dos gramados de verdade. Se, no entanto, no lançamento da bola, esta toca num defensor, anula o impedimento do atacante. Os gols arremessados de cabeça ou rebatida, nas cobranças de escanteios, mantém grandes semelhanças com as desenvolvidas no futebol de campo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário